Olhar para fora: o viés doméstico que faz o investidor brasileiro concentrar a carteira no país
Segundo Seu Dinheiro, o investidor do país tende a exagerar a fatia de ativos locais na carteira, mais que investidores de outros emergentes.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

Um amigo venezuelano, cantor de música hispânica, afirmou ao Seu Dinheiro que o Brasil seria o único país com uma palavra para 'brasilidade'. O próprio autor do texto diz não saber se a afirmação procede, mas a observação serve de ponto de partida para uma pergunta maior: por que o brasileiro olha tanto para dentro, seja no consumo cultural, seja na hora de montar a carteira?
Na mesma linha, o mesmo amigo reclama que a música estrangeira não 'pega' no Brasil e que o público fica preso a hits globais e às trilhas de novela. Segundo o relato, o país consome bastante a própria cultura, mesmo sendo uma economia emergente, um comportamento que não se limita ao gosto musical.
Seu Dinheiro usa esse retrato para tratar do viés doméstico, conhecido em inglês como home bias, que aparece também nos investimentos e não apenas na cultura. Segundo o texto, esse viés é comum a investidores do mundo todo. O que chama atenção no caso brasileiro é a intensidade: o investidor do país exagera a proporção de ativos brasileiros na carteira, mais do que investidores de outros mercados emergentes.
Esse peso excessivo do mercado local deixa o patrimônio mais sensível aos movimentos de uma única economia. O trecho divulgado não traz números sobre o tamanho dessa concentração, por isso a dimensão exata do fenômeno não é medida aqui.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros ou dólar, o ponto central é conferir quanto do patrimônio depende de um só país e de uma só moeda. Ativos estrangeiros entram nessa conta como forma de reduzir a dependência do cenário local, sem que isso signifique prever qual mercado vai render mais. Como a abertura da reportagem não detalha os acontecimentos da semana, o leitor que quiser acompanhar esses eventos precisa buscar os dados na própria edição do Seu Dinheiro. Esta matéria não é recomendação de compra ou venda.






