Indústria da China perde ritmo em outubro, e a Zona Euro também desacelera
O PMI industrial chinês recuou para 52 pontos e a Zona Euro marcou 52,7, ambos ainda acima da linha de 50 que separa expansão de retração.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A atividade industrial da China seguiu em expansão em outubro, mas perdeu um pouco de fôlego. Segundo levantamento da S&P Global e da RatingDog, o PMI industrial do país ficou em 52 pontos, ante 52,1 em setembro. A queda é pequena, mas indica um avanço mais lento da produção.
O dado traz também um sinal positivo. Yao Yu, fundador da RatingDog, destacou que os novos pedidos de exportação cresceram pelo quarto mês seguido. De acordo com a pesquisa, a demanda nova veio da Ásia, da Europa e da África, e o ritmo de expansão foi o mais lento em três meses.
Na Zona Euro, a desaceleração foi parecida. O PMI industrial da região ficou em 52,7 em outubro, ante 52,9 em setembro, leitura que já havia sido a maior desde maio de 2022. A prévia estimava 52,4, e o número final acabou acima dessa projeção.
Apesar do resultado melhor que o esperado, o crescimento dos novos pedidos na Zona Euro diminuiu em outubro. Segundo o levantamento, a alta dos custos de energia e as interrupções na cadeia de suprimentos pressionam as margens das empresas do bloco.
Os dois índices permanecem acima de 50, patamar que separa expansão de retração da atividade industrial. Nenhum dos blocos entrou em contração, mas ambos registraram leitura inferior à do mês anterior, o que mantém em aberto a pergunta sobre a força da demanda externa nos próximos meses.
A divulgação ocorreu na segunda-feira, 2 de novembro, segundo reportagem da Reuters publicada a partir de Londres.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o dado sugere um cenário industrial ainda resistente, mas com sinais de cautela. Leituras acima de 50 indicam que a atividade segue crescendo, e as exportações chinesas mantêm tração. Por outro lado, a queda dos novos pedidos na Europa e a pressão dos custos de energia tendem a comprimir margens de empresas industriais, o que pode aparecer em balanços futuros. Não há aqui previsão de preços nem recomendação de compra ou venda, e cabe a cada investidor avaliar o efeito desses dados sobre a própria carteira.





