Ex-presidente do BC vê juros em dois dígitos até 2028 e liga o cenário às contas públicas
Segundo Gustavo Loyola, o desequilíbrio fiscal e a dívida crescente limitam a margem para a queda dos juros no Brasil.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola projeta juros em dois dígitos até 2028 e aponta o problema fiscal como o principal obstáculo para uma queda mais firme da taxa. Segundo InfoMoney, a declaração foi feita no videocast Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.
Na avaliação de Loyola, o desequilíbrio das contas públicas e o endividamento estatal crescente pressionam a política monetária. Com o orçamento fora de controle, o Banco Central tem menos espaço para reduzir os juros, na leitura do ex-presidente.
Loyola também afirmou que o descompasso fiscal pode ter efeito multiplicador sobre o custo da dívida pública, o que torna o problema mais caro com o passar do tempo.
Outro ponto central da fala é o limite da política monetária. Segundo o ex-presidente, tentar estabilizar a economia apenas pela via monetária pode produzir efeito oposto ao desejado se não houver controle orçamentário.
Para este jornal, a mensagem reforça a defesa da responsabilidade fiscal como condição para juros em queda. Quando o Estado gasta mais do que arrecada e aumenta sua dívida, a política de juros passa a carregar um peso que não deveria ser só dela.
O que muda para o investidor
Se a projeção de juros em dois dígitos até 2028 se confirmar, o investidor tem motivo para acompanhar os sinais fiscais junto com os indicadores de juros, já que, segundo Loyola, as contas públicas limitam a margem de queda da taxa. Ativos sensíveis a juros, como ações, câmbio e títulos, podem reagir a esse tipo de sinal. A fala, porém, é a visão de um ex-presidente do BC sobre o cenário, não uma previsão de preços, e este texto não é recomendação de compra ou venda.







