Nasdaq abre em forte queda com Intel e Amazon; dólar sobe a R$ 5,44 e Ibovespa fica estável
Nasdaq futuro cai 2,66% após projeção fraca da Intel e balanço da Amazon, VIX sobe 8,14% e petróleo avança; no Brasil, Ibovespa lateral e desemprego em 5,2%
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · 3 MIN

O pregão desta sexta-feira (30) começa com aversão a risco no exterior e calma na Bolsa brasileira. O Nasdaq futuro recua 2,66%, aos 28.776,75 pontos, enquanto o Ibovespa fica praticamente estável (−0,02%, aos 169.152,48 pontos). O dólar sobe 1,11%, a R$ 5,44, e o VIX avança 8,14%, para 18,60.
Brasil: Ibovespa lateral e dólar pressionado
A Bolsa abre sem direção definida. O mercado acompanha a política econômica do quarto mandato de Lula, após a reeleição, e o balanço da Vale. O Ibovespa Futuro recuava 0,37%, aos 170.620 pontos, em meio a esse clima de cautela.
No câmbio, o dólar sobe em sexta-feira marcada pela formação da Ptax, referência de fim de mês. O DXY, que mede a moeda americana frente a uma cesta de divisas, cai 0,18%, aos 101,85 pontos. A alta do dólar no Brasil, portanto, não acompanha o movimento global.
Nos dados do dia, o IBGE mostrou que o desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível da série iniciada em 2012 para o período, com 5,6 milhões de desocupados, em linha com as projeções de mercado. Na zona do euro, a taxa ficou em 6,5%, estável e acima do consenso. O Treasury de 10 anos marca 4,94 (−1,04% no dia).
Na frente política, o analista Ricardo Ribeiro, da 4intelligence, vê risco de tropeço já no primeiro ano do novo governo e aponta a política fiscal como ponto de atenção. Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí e cotado para a Fazenda, defende cortes de privilégios para buscar o equilíbrio fiscal, sem mexer em programas sociais, e diz que a trajetória da dívida pode abrir espaço para juros menores.
Exterior: tecnologia pesa em Nova York
O peso está na tecnologia. As ações da Intel recuam forte no pré-mercado após previsão abaixo do esperado para computadores pessoais, e o balanço da Amazon amplia a pressão sobre o Nasdaq. O S&P 500 futuro cai 1,12%, aos 7.667,25 pontos, e o Dow Jones futuro perde 0,13%, aos 52.445 pontos. O Micro Nasdaq futuro acompanha o índice cheio, com baixa de 2,65%.
No petróleo, o WTI sobe 1,70%, a US$ 103,73 o barril. O presidente Donald Trump previu o fim da guerra com o Irã em breve e cobrou garantia de que Teerã nunca terá arma atômica. O setor de energia também está em foco: o slide da Exxon, apresentado após o balanço do terceiro trimestre, reúne previsões de lucro de Chevron e BP em um momento de forte peso do refino. O ouro cai 2,05%, a US$ 3.948,70, e o Bitcoin recua 0,80%, a US$ 77.169,88.
Em outro ponto, a Embraer anunciou o desdobramento de ADSs: a proporção passará a ser de 1 ADS para 1 ação ordinária em novembro, com crédito de três ADSs extras por papel. Segundo o Money Times, o governo Trump não pretende respaldar a tese de Flávio Bolsonaro de ser o líder do Brasil após a derrota para Lula.
O que acompanhar
O foco está na formação da Ptax e no balanço da Vale, além do desenrolar das tensões sobre o acordo nuclear com o Irã, que influenciam o petróleo. Fica no radar também o desempenho das ações de tecnologia após os resultados de Intel e Amazon, que pressionam o Nasdaq.
No noticiário doméstico, termina nesta sexta-feira o prazo para as empresas do Simples Nacional escolherem entre o modelo puro e o híbrido de pagamento de IBS e CBS. Segue em observação a definição da equipe econômica e da política fiscal do novo governo. A Incerteza medida pela FGV (IIE-Br) recuou 1,8 ponto em outubro, a 109,0 pontos, mas com maior dispersão entre as projeções de mercado.







