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EDIÇÃO Nº 002 · BRASILQUINTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2026 · 10:21
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WALL STREET29 OUT 2026 · 08:37

Operação com apoio de Trump e Milei leva Flávio Bolsonaro do Brasil à Flórida, segundo o WSJ

Segundo o Wall Street Journal, a saída teve passaporte italiano, escolta argentina e entrada nos EUA por razões humanitárias, sem visto prévio.

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 3 MIN

Flávio Bolsonaro e a família chegaram aos Estados Unidos depois de uma operação que, segundo o Wall Street Journal, contou com a ajuda de aliados do presidente Donald Trump e do governo de Javier Milei, na Argentina. A reportagem foi repercutida pela Gazeta do Povo e descreve como o grupo deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e chegou à Flórida na manhã de quarta-feira (28).

O pano de fundo é judicial. Depois da eleição de 25 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a entrega dos passaportes de Flávio e proibiu que ele deixasse o país. Segundo a Gazeta do Povo, com base no WSJ, a operação começou na segunda-feira (26), já depois dessa decisão.

O grupo era pequeno e incluía Jason Miller, aliado de Trump. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde 2025, colaborou com a operação. Na segunda à noite, carros que levavam Flávio saíram da casa dele em Brasília em direções diferentes. Na terça (27), aliados divulgaram que ele já estava na Flórida, mas ele ainda estava no Brasil.

Segundo fontes citadas pelo jornal, Trump aprovou pessoalmente a entrada da família na terça, e Marco Rubio providenciou os vistos. Às 22h50 do mesmo dia, Flávio e a família cruzaram a Ponte Tancredo Neves rumo a Puerto Iguazú, de acordo com autoridades migratórias do governo Milei. Santiago Caputo, assessor de Milei, acompanhou a escolta da PSA até o aeroporto e manteve contato com Eduardo Bolsonaro.

Na madrugada de quarta (28), às 00h21, um jato Gulfstream G400 da Baires Fly decolou de Puerto Iguazú para Guayaquil, no Equador, para reabastecer. O plano de voo listava Flávio com passaporte italiano. A aeronave levava dois pilotos e um comissário e pousou em Miami-Opa Locka por volta das 9h30 locais, o que equivale às 10h30 em Brasília.

Segundo o InfoMoney, a entrada nos EUA foi registrada por razões humanitárias e sem visto prévio. O registro, emitido em 28 de outubro de 2026, permite a permanência até 27 de outubro de 2027. O Departamento de Estado havia indicado que emitiria vistos para Flávio e a família, mas o registro de entrada sugere que isso ainda não tinha ocorrido. Um advogado ligado a Trump afirmou que Rubio arquitetou a saída e que Flávio liderará a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos.

O que muda para o investidor

Episódios desse tipo mexem com o prêmio de risco político do Brasil. Os fatos apurados até aqui tratam de uma operação migratória e de uma decisão do STF, e não mencionam impacto sobre balanços ou sobre a política econômica. Ainda assim, o investidor tende a acompanhar três pontos: a tensão entre o Judiciário brasileiro e governos estrangeiros, a disputa eleitoral com um nome que aliados apontam como líder da oposição fora do país e a eventual reação do dólar, dos juros futuros e da bolsa a cada novo capítulo. Nada disso indica direção de preço, e a leitura depende do desdobramento institucional. Vale observar se o caso avança para decisões formais ou se fica restrito ao campo político.

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