Nasdaq recua com pressão sobre gastos em inteligência artificial de Amazon e Intel
Ações de tecnologia perdem força na sexta-feira, e parte dos investidores migra para setores defensivos enquanto cresce a dúvida sobre o retorno da IA.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

A Nasdaq abriu a sexta-feira (30) em queda forte e chegou ao menor nível em mais de dois meses. Segundo InfoMoney, com base em informações da Reuters, o índice recuava 592,2 pontos (-2,26%), para 25.592,486 pontos, logo no início do pregão.
O foco da pressão estava em duas empresas. De acordo com InfoMoney, o plano de gastos da Amazon com inteligência artificial e um alerta da Intel sobre consumo de caixa reacenderam a dúvida sobre quanto custa e quando retorna a infraestrutura de IA. O X-Trader News registrou que o contrato futuro da Nasdaq chegou a cair 2,66% após a projeção fraca da Intel e o balanço da Amazon.
Os demais índices americanos também se movimentaram de forma desigual. Pelo levantamento de InfoMoney, o S&P 500 caía 1,16%, para 7.631,07 pontos, na abertura, e o Dow Jones subia 0,08%, para 52.383,9 pontos. O Times Brasil, porém, apontou queda de 155 pontos (-0,3%) no Dow Jones na sexta-feira, além de recuo de 2,2% no Nasdaq Composite e de 1,2% no S&P 500 na manhã. A diferença entre as fontes mostra que o pregão ainda estava em andamento quando as leituras foram feitas.
Segundo o Times Brasil, parte do capital saiu de ações ligadas à IA e foi para papéis defensivos, como consumo básico e saúde, que subiram e ajudaram a sustentar o Dow. Em nota citada pela mesma reportagem, o JPMorgan avaliou que as vendas em tecnologia deveriam continuar ao longo do dia, com temor sobre a capacidade de monetizar a inteligência artificial.
No Brasil, o X-Trader News informou que o Ibovespa ficou lateral, o dólar foi cotado a R$ 5,44 e o petróleo subiu, enquanto o VIX, medidor de volatilidade de Wall Street, avançou 8,14%. A taxa de desemprego no país, segundo o mesmo levantamento, está em 5,2%. O que está em jogo agora é se os gastos bilionários das big techs com IA vão gerar receita suficiente para justificar os preços pagos pelas ações.
O que muda para o investidor
O movimento sugere que o mercado passou a revisar quanto está disposto a pagar por empresas que apostam alto em inteligência artificial. Quando a volatilidade sobe e parte do capital migra para setores defensivos, quem tem exposição a tecnologia tende a sentir mais as oscilações, e o índice de tecnologia pode oscilar mais do que o restante do mercado. Esta cobertura não traz recomendação de compra ou venda nem previsão de preços, e o cenário dependerá dos próximos balanços e dos sinais sobre o retorno dos investimentos em IA.





