Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos Estados Unidos pelo tempo que quiser
Segundo a Revista Oeste, Trump afirmou que o senador do PL pode permanecer no país, enquanto Marco Rubio nega que o governo tenha ajudado a viagem.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

Donald Trump afirmou no sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial brasileira, pode ficar nos Estados Unidos pelo tempo que quiser. Segundo a Revista Oeste, a declaração foi dada a jornalistas em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, onde o presidente americano também disse não ter planos de se encontrar com o parlamentar.
A chegada de Flávio ao território americano ocorreu na semana da declaração, de acordo com a mesma publicação. Pouco depois, Marco Rubio negou, segundo a Gazeta do Povo, que o governo Trump tenha ajudado o senador a viajar aos Estados Unidos.
Falando no sábado em Atlanta, à margem da reunião de chanceleres do G20, Rubio afirmou, conforme o InfoMoney, que os EUA não facilitaram a saída de Flávio do Brasil e não estiveram envolvidos em nenhum dos arranjos para essa saída. Segundo ele, o senador já tinha o visto garantido, e a decisão de permitir a entrada partiu de Trump.
As versões se encaixam em um ponto: a palavra final sobre a entrada e a permanência teria sido de Trump. Rubio também disse à Gazeta do Povo que Trump garantiu a Flávio autorização para permanecer caso fosse aos EUA. Ainda assim, o chefe da diplomacia americana insiste que Washington ficou de fora da saída do Brasil, uma separação que tenta deixar claro o papel do governo na viagem.
O tema é sensível para a diplomacia. Ao negar qualquer participação, Rubio sinaliza que Washington quer evitar a leitura de que se envolveu na disputa política brasileira, justamente no momento em que o país se reorganiza depois da eleição.
As reportagens consultadas não detalham o tipo de autorização concedida a Flávio nem o prazo de sua permanência. Também não há, até aqui, informação sobre novos contatos entre o senador e Trump, que disse não ter planos de encontrá-lo.
O que muda para o investidor
Episódios desse tipo costumam pesar mais sobre a percepção de risco político do que sobre os fundamentos das empresas. As notícias não trazem dados de mercado nem medidas econômicas, por isso não há base para estimar reação em bolsa, dólar ou juros. O que vale acompanhar é se o assunto evolui para um atrito formal entre os dois governos, porque tensões diplomáticas com Washington podem influenciar o apetite por ativos brasileiros em um cenário pós-eleitoral. Para quem opera Nasdaq, a ligação com o caso é indireta. Esta matéria não constitui recomendação de compra ou venda.







