Eleições dos EUA: governo dividido é o cenário mais provável, segundo o UBS
Votação de terça-feira (3) renova o Congresso e escolhe governadores em 36 estados; UBS vê pouca chance de mudanças profundas na agenda econômica.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na terça-feira (3) para renovar o Congresso e escolher governadores em 36 estados. Segundo o Seu Dinheiro, a leitura do UBS aponta para um cenário específico: um governo dividido, com um partido controlando parte do poder e o adversário com força na outra parte. Ou seja, o resultado vai muito além da disputa pelo comando do Executivo.
O pano de fundo ajuda a entender essa aposta. De acordo com a reportagem, a popularidade de Trump está em forte queda, e há o risco de o Partido Republicano perder assentos nas duas casas legislativas.
Os números do UBS detalham o quadro. O banco vê 50% de chance de os Democratas conquistarem mais cadeiras na Câmara e no Senado, e apenas 10% de chance de os republicanos manterem o controle das duas casas. Entre os desfechos considerados, a vitória ampla do partido do presidente aparece como a menos provável.
A consequência para a agenda econômica é o ponto central. Segundo o UBS, mudanças profundas nessa agenda têm poucas chances de avançar, independentemente do resultado. A manchete da reportagem situa no mesmo quadro o déficit fiscal e a inteligência artificial, o que indica que ambos os temas fazem parte do que está em jogo.
Para quem defende responsabilidade fiscal e menos impostos, a combinação de Congresso dividido com pouca chance de reformas profundas tem um lado previsível: dificulta a expansão de gastos, mas também afasta qualquer grande reforma, em qualquer direção. Quem espera um ajuste nas contas americanas terá de contar com acordos bipartidários, que costumam demorar.
O que muda para o investidor
Em um governo dividido, a chance de mudanças amplas diminui, o que tende a deixar o investidor mais atento aos dados econômicos e às negociações entre os partidos do que a grandes pacotes legislativos. A reportagem não traz projeções de preços, e este texto não recomenda compra ou venda de nenhum ativo.







