Binance repõe 90% dos US$ 6,3 bi roubados e FBI aponta Coreia do Norte como responsável
Maior hack já registrado no setor leva a exchange a usar recursos próprios e fundos diversos para cobrir perdas, e os saques voltam a ser liberados em várias redes.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BBC BUSINESS · 2 MIN

A Binance afirmou ter recomposto cerca de 90% dos US$ 6,3 bilhões roubados em um ataque hacker ocorrido na quinta-feira, segundo a BBC Business, e declarou a meta de cobrir 100% das perdas. O episódio é o maior roubo da história do setor de criptoativos, superando o desvio de US$ 1,5 bilhão da Bybit em 2025.
Segundo a BBC Business, a corretora separou mais de US$ 6,34 bilhões em fundos, com recursos diversos e da tesouraria corporativa, para cobrir bitcoin, ethereum, tether e outros sete criptoativos. A InfoMoney informou que, no sábado (31), a Binance dizia ter recomposto cerca de 90% do valor, ante 80% antes, e que absorve o impacto financeiro, e não os usuários. A Exame relatou que a reposição usa recursos próprios da empresa.
O FBI concluiu no sábado que a Coreia do Norte é responsável pelo ataque. De acordo com a agência, os hackers converteram os ativos em ethereum e devem repetir a conversão por meio de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de troca instantânea. Duas empresas de análise apontaram o Lazarus Group e o TraderTraitor como prováveis autores, e a agência já atribuíra a Coreia do Norte ao roubo da Bybit.
A investigação inicial identificou o comprometimento do notebook de um engenheiro, e uma atualização indicou outros pontos de violação. Richard Teng, co-CEO da Binance, afirmou que mais de uma pessoa participou do ataque e que há um mecanismo de autodestruição para ocultar rastros. Na sexta-feira, a corretora congelou cerca de US$ 3 bilhões, e o Serviço Secreto dos EUA trabalha com parceiros privados para congelar, rastrear e recuperar fundos.
Os saques foram suspensos e, no domingo (1º), restaurados em várias redes. Uma manchete do Investing.com indicava que a retomada dependia da recuperação de grande parte dos US$ 6 bilhões. O caso expõe um ponto central do setor: quando a plataforma guarda os ativos, o cliente depende da segurança e da solvência dela.
O que muda para o investidor
O principal efeito para quem investe e opera é o risco de contraparte. Quem mantém ativos em uma exchange depende da capacidade da plataforma de protegê-los, e a reposição com recursos próprios pesa na confiança, mas não elimina essa dependência. A atribuição do ataque a um Estado também tende a elevar a atenção de reguladores sobre o tema. Os fatos apurados não permitem prever o comportamento dos preços, mas vale acompanhar se os saques seguem normais e se a recuperação dos fundos congelados avança.







