Desemprego fica em 6,5% na zona do euro e cai para 5,2% no Brasil
Na zona do euro, a taxa segue estável e acima do consenso; no Brasil, o IBGE registra o menor patamar da série iniciada em 2012 para o período.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 6,5% em setembro, sem variação em relação a agosto, segundo InfoMoney. O dado foi divulgado pela Eurostat nesta sexta-feira, 30, e veio acima do que analistas consultados pela FactSet esperavam, de 6,4%. Essa projeção, porém, partia da taxa original de agosto, antes da revisão.
Em números absolutos, a região tinha 11,555 milhões de desempregados em setembro, 122 mil a mais do que em agosto. A estabilidade do percentual convive, portanto, com mais pessoas sem trabalho, e isso pede cautela na leitura do quadro.
No mesmo dia, a zona do euro divulgou o PIB do terceiro trimestre. Analistas da FactSet previam alta de 0,2%, e o mercado costuma ler emprego e atividade em conjunto, já que os dois indicadores juntos dão a dimensão do momento econômico da região.
No Brasil, o IBGE também divulgou a Pnad Contínua nesta sexta-feira, 30. Segundo o Money Times, a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre até setembro, ante 5,4% no trimestre até junho e 5,6% no mesmo trimestre de 2025. É o menor patamar da série iniciada em 2012 para o período.
A mediana Broadcast projetava 5,2%, depois de uma estimativa anterior de 5,3%, de acordo com o mesmo veículo. O número veio, portanto, em linha com a expectativa, e a queda reforça o aperto do mercado de trabalho brasileiro.
O que muda para o investidor
Para quem investe, o recado tem dois lados. Na Europa, o emprego estável e acima do esperado afasta, por ora, a leitura de deterioração abrupta, mas a taxa de 6,5% segue acima da brasileira. No Brasil, um desemprego no menor nível da série para o período pode sustentar salários e pressionar preços, o que mantém a atenção sobre os juros. Quem acompanha bolsa, juros e dólar deve observar os próximos dados de inflação e a comunicação da política monetária, sem tirar conclusões definitivas de um único trimestre.







