Apple supera estimativas de receita, mas crescimento desacelera e China segue como ponto fraco
A receita do quarto trimestre fiscal ficou acima do consenso de Wall Street, mas o crescimento desacelerou e as vendas na China seguiram abaixo do esperado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A Apple superou, por pouco, as expectativas de Wall Street ao divulgar o resultado do quarto trimestre fiscal, encerrado em 26 de setembro. Segundo InfoMoney, a receita somou US$ 114,5 bilhões, alta de 12%, ligeiramente acima das estimativas do mercado.
O consenso Bloomberg, média das projeções dos analistas, apontava US$ 113,5 bilhões. A diferença de cerca de US$ 1 bilhão é pequena, mas o mercado costuma observar margens assim com atenção em balanços de empresas de grande porte.
O comunicado foi divulgado na segunda-feira e marca o primeiro balanço da companhia sob o CEO John Ternus, o que faz do resultado a primeira leitura pública da nova gestão.
O ritmo de crescimento, porém, perdeu força. A receita cresceu 16% no trimestre de junho e 12% no de setembro. Segundo InfoMoney, o iPhone, principal fonte de receita, seguiu forte, enquanto iPad e dispositivos vestíveis tiveram desempenho mais fraco.
A China apareceu como o ponto fraco do período. As vendas no país ficaram abaixo do esperado pelos analistas, de acordo com a mesma fonte, o que mantém a região no radar de quem acompanha a companhia.
O que está em jogo é a sustentabilidade do crescimento. Um iPhone forte sustenta a parte mais relevante da receita, mas a combinação de desaceleração, fraqueza em outras linhas e menor desempenho na China exige que o investidor separe o resultado pontual da tendência.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha Nasdaq e ações de tecnologia, o balanço mostra uma empresa que ainda supera o consenso no topo da receita, mas com crescimento mais lento e dependência de um produto principal. O possível efeito no mercado vai depender de como a companhia tratar a desaceleração e a China nas próximas divulgações. Vale acompanhar três pontos: o ritmo de crescimento trimestre a trimestre, o desempenho de iPad e vestíveis e a evolução das vendas chinesas. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.





