Binance amplia saques após ataque hacker e retiradas chegam a US$ 5,16 bilhões
Exchange libera saques em cinco moedas após roubo de US$ 6,3 bi em cripto, e o Mercado Bitcoin bloqueia operações por precaução.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

A Binance ampliou a liberação de saques depois do ataque hacker sofrido pela exchange na quinta-feira (29). Segundo o DefiLlama, citado pelo Times Brasil, as retiradas acumuladas já somam US$ 5,165 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28 bilhões. Times Brasil e InfoMoney informam que a plataforma passou a liberar saques em cinco moedas: dólar americano, dirham dos Emirados Árabes Unidos, dong vietnamita, peso filipino e rupia indonésia.
Segundo o Seu Dinheiro, o ataque resultou no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões em cripto. A Binance reabriu os saques no domingo (1º de novembro) e, entre a manhã e a tarde desse dia, registrou saída líquida de cerca de US$ 3,64 bilhões, com saques de US$ 4,649 bilhões e depósitos de US$ 1,01 bilhão. Em publicação no X, a empresa afirmou que essa saída líquida equivale a 2,1% dos ativos sob gestão.
A equipe da exchange segue testando redes e ativos restantes e prometeu detalhar a próxima fase "assim que possível". Na mesma linha, a empresa afirma que as condições de mercado estão estáveis.
O episódio também chegou a outras corretoras. Na segunda-feira (2), o Mercado Bitcoin comunicou um incidente de segurança após o ataque à Binance e bloqueou, de forma preventiva e temporária, depósitos e saques. A empresa não divulgou o valor oficial desviado. Trackers on-chain não oficiais, citados pelo Seu Dinheiro, apontam cerca de US$ 40 milhões movimentados a partir de endereços possivelmente ligados ao Mercado Bitcoin.
O caso reúne dois pontos sensíveis: a capacidade de uma grande plataforma sustentar saques em escala e o risco de incidentes de segurança atingirem outras corretoras. Enquanto o valor desviado no Mercado Bitcoin não for divulgado, a dimensão do problema para os clientes locais segue sem medida precisa.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o episódio é um lembrete do risco de custódia em plataformas centralizadas, que ficam expostas a ataques, bloqueios temporários e dúvidas sobre a velocidade dos saques, mesmo quando dizem estar normalizando as operações. A liberação de saques em dólar e em outras moedas indica que parte da estrutura de pagamentos voltou a funcionar, mas o saldo líquido negativo mostra que um volume relevante de recursos deixou a plataforma em poucas horas. Grandes saídas de uma corretora podem pesar sobre a liquidez e elevar a volatilidade de curto prazo, sem que isso permita prever a direção dos preços. Vale acompanhar a divulgação do valor desviado pelo Mercado Bitcoin, a próxima fase anunciada pela Binance e o fluxo líquido de saques nos próximos dias.






