Calor extremo já custou US$ 1,07 trilhão à economia mundial em 2025
Relatório The Lancet Countdown aponta perda de produtividade, mais mortes ligadas ao calor e pressão por cortes mais rápidos de emissões.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

O calor extremo custou à economia mundial US$ 1,07 trilhão (cerca de R$ 5,7 trilhões) em 2025, segundo o Times Brasil. O prejuízo se deu principalmente pela via da perda de produtividade, um dos canais mais diretos pelos quais o clima chega aos resultados de empresas e à atividade econômica.
O caso não é pontual. Ainda segundo o Times Brasil, 2025 foi o terceiro ano consecutivo em que o prejuízo ficou acima de US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões), o que indica uma tendência persistente e não um evento isolado.
Os números fazem parte do relatório The Lancet Countdown, que reúne análises sobre clima e saúde. De acordo com o levantamento, subiu o número de mortes relacionadas ao calor e se intensificaram os eventos climáticos extremos.
O que está em jogo é a ligação entre saúde, trabalho e produção. Quando o calor afeta a produtividade e a saúde das pessoas, o custo aparece de forma difusa nos balanços e na economia como um todo, mesmo que nem sempre seja registrado de maneira explícita.
Diante desse quadro, especialistas defendem que a redução das emissões de gases de efeito estufa aconteça com mais urgência. A discussão, nessa leitura, deixa de ser apenas ambiental e passa a ter peso econômico direto.
O que muda para o investidor
O dado reforça um fator de risco que tende a ganhar espaço na análise de setores mais expostos ao clima e à produtividade do trabalho. A reportagem do Times Brasil, porém, não traz elementos para estimar impacto em ações, juros ou dólar, e qualquer leitura sobre preços seria especulação. O que os números mostram é um custo que se repete ano após ano, e que pode passar a aparecer de forma mais clara nos relatórios das companhias. Quem acompanha bolsa, Nasdaq e câmbio faz bem em observar como as empresas descrevem riscos climáticos em seus resultados.



