Rivalidade entre EUA e China pode beneficiar países ricos em recursos, como o Brasil
Segundo reportagem da The Economist reproduzida pelo Estadão, nações com petróleo e minérios podem lucrar com a disputa entre as duas potências.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

A disputa entre Estados Unidos e China pode abrir uma oportunidade para países que vendem matérias-primas. Segundo reportagem da The Economist reproduzida pelo Estadão, o Brasil está entre as nações que podem lucrar com a rivalidade entre as duas potências.
De acordo com o texto, países pobres costumam ter indústrias menos sofisticadas e setores de serviços menores que os dos ricos. Nesse cenário, os recursos naturais, como petróleo e minérios, aparecem como um caminho para impulsionar o crescimento, atrair investimentos e cobrir déficits fiscais.
A reportagem lembra que ministros da Fazenda de países pobres têm na memória o último superciclo de commodities. Naquele período, a demanda chinesa elevou o preço de metais e de combustíveis fósseis. Um exemplo citado é Angola, cujas vendas de petróleo ajudaram a quase dobrar o PIB entre 2002 e 2008.
O caso angolano mostra tanto o potencial quanto o risco. Receitas que chegam em ciclos de alta podem financiar o crescimento, mas dependem de preços que o próprio país não controla. Na leitura da linha editorial do The X-Trader News, é justamente aí que a responsabilidade fiscal ganha peso, porque um governo que gasta como se a alta fosse permanente sente o golpe quando o ciclo vira.
O que está em jogo é se essa demanda se converte em ganho duradouro ou em um episódio passageiro. Os fatos apurados não indicam por quanto tempo esse movimento pode durar, e esta matéria não arrisca estimativa.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha commodities, dólar e juros, a tese sugere que a receita de países exportadores de petróleo e minérios pode reagir à demanda das grandes economias e aos preços desses produtos. Esse efeito tende a aparecer em moedas, em saldos comerciais e em empresas ligadas a esses setores. Ainda assim, ganhos vindos de um superciclo não substituem contas públicas equilibradas, e o investidor precisa avaliar se o crescimento é sustentável. Esta matéria não recomenda compra ou venda de ativos nem projeta preços.







