Lula pode reencontrar Trump em cúpula de chefes de Estado ainda em 2026
Asean e G20 aparecem como opções para um encontro em novembro ou dezembro, com tarifa de 25% e terras raras na pauta, segundo a Gazeta do Povo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 2 MIN

Lula e Donald Trump podem voltar a se encontrar ainda em 2026. Segundo a Gazeta do Povo, há tratativas para uma aproximação em pelo menos um dos eventos de cúpula de chefes de Estado previstos para novembro e dezembro. A informação foi publicada pela Folha na sexta-feira (30) e confirmada à Gazeta por pessoas próximas à diplomacia.
As duas alternativas citadas são a Asean, nas Filipinas, de 15 a 17 de novembro, e o G20, em Miami, nos Estados Unidos, de 14 a 15 de dezembro. O Itamaraty e a Secom foram procurados pela Gazeta do Povo, mas não responderam até a publicação.
O último encontro entre os dois ocorreu na Asean, em Kuala Lumpur, em 2025, quando discutiram a suspensão do tarifaço de 50% anunciado em julho daquele ano. Hoje, segundo a Gazeta, os Estados Unidos aplicam ao Brasil uma tarifa de 25% neste ano, dentro da Seção 301, que trata de práticas comerciais consideradas desleais. Em agosto, houve um contato direto de cerca de uma hora e vinte minutos, depois que Trump recebeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em seu gabinete.
Entre os temas que podem entrar na mesa estão o tarifaço de 25% e as negociações sobre a exploração de terras raras no Brasil. O clima, porém, tem ruídos. Na quinta-feira (29), Trump disse que vai conversar com Lula e chamou a eleição brasileira de “vergonha”. A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, feita dois dias após a derrota dele na eleição presidencial, é outro ponto sensível, e aliados de Lula querem que o caso fique só com a Justiça.
Há ainda a possibilidade de um convite formal de Lula a Trump para a posse do quarto mandato, marcada para 5 de janeiro. Segundo a Gazeta, a decisão depende do desempenho de Trump nas eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrem na semana seguinte.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto central é a tarifa de 25% e a eventual negociação sobre terras raras. Uma reaproximação que leve à redução de barreiras tende a ser lida pelo mercado como menos incerteza comercial, enquanto um impasse mantém a tarifa no radar de exportadores e de empresas ligadas ao comércio exterior. A agenda, porém, ainda depende de datas, convites e do resultado eleitoral americano, e nada disso está confirmado. Este texto não é recomendação de compra ou venda e não projeta preços.





