Futuros de Nova York sobem, petróleo cai mais de 4% e Ibovespa abre novembro em baixa de 0,75%
Nasdaq futuro avança 0,60%, dólar fica estável a R$ 5,44 e o WTI recua 4,36%, em meio à proposta do Irã para reabrir Ormuz e a PMIs industriais no radar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · 3 MIN

O mercado abriu a segunda-feira (2) em direções diferentes. No exterior, os futuros de Nova York operam em alta: Nasdaq sobe 0,60%, a 28.705,25 pontos, S&P 500 avança 0,33% e o Dow ganha 0,38%. O petróleo é o destaque negativo, com o WTI em queda de 4,36%, a US$ 99,58. No Brasil, o Ibovespa recua 0,75%, aos 167.921,80 pontos.
Brasil
A Bolsa brasileira começa novembro em queda, depois de um mês difícil. Segundo a Revista Oeste, o Ibovespa foi o pior investimento de outubro, com perda de 10%, movimento que a publicação atribuiu à vitória de Lula nas eleições deste ano. No mesmo levantamento, o dólar e a renda fixa pós-fixada aparecem entre os maiores retornos do mês.
O dólar opera praticamente estável, com leve baixa de 0,05%, a R$ 5,44. O índice DXY, que mede a moeda americana frente a uma cesta de divisas, cai 0,25%, a 101,62 pontos. Na agenda doméstica, a Serasa informa que o número de pessoas físicas inadimplentes chegou a 84,2 milhões em setembro, e o governo responde com o Desenrola 3.0.
Exterior e petróleo
Nos Estados Unidos, o VIX, medidor de volatilidade, marca 19,44 pontos, alta de 0,10%. O rendimento do Treasury de 10 anos está em 4,93, com recuo de 1,20% no dia. O ouro sobe 0,22%, a US$ 3.907,60, e o bitcoin cai 0,94%, a US$ 77.500,43.
O petróleo reage ao noticiário do Oriente Médio. O Irã propôs um plano de sete etapas e diz que o Estreito de Ormuz pode reabrir em dois dias, mas Teerã condiciona a medida à aceitação dos EUA, e a proposta segue em negociação por mediadores. Na Europa, o Brent cai cerca de 4%, e o Stoxx 600 sobe 0,16% pela manhã, segundo o InfoMoney. A Ásia fechou mista, com semicondutores em alta em Seul.
Os dados de atividade industrial de outubro vieram mistos. O PMI do Reino Unido subiu a 52,8 pontos, o da Alemanha chegou a 54,2 e o da Zona Euro marcou 52,7. Na Ásia, o índice chinês recuou a 52 pontos, e o japonês caiu a 53,3, menor nível em sete meses. Todos seguem acima de 50, linha que separa expansão de retração.
O que acompanhar
O principal ponto de atenção é o desfecho da proposta iraniana para Ormuz e a resposta dos EUA, já que o petróleo vem reagindo ao tema. Também estão no radar o comportamento dos juros e a monetização da inteligência artificial, citados por investidores na Europa, além do alerta da Fitch mencionado nas Bolsas europeias. No Brasil, seguem em foco a inadimplência recorde e o Desenrola 3.0. Entre os riscos de médio prazo, o boletim do Inpe e do Inmet indica 95% de chance de El Niño muito forte até o fim de 2026, o que pode pressionar custos de insumos e frete das empresas em 2027.






