Quanto vale uma esmeralda de Minas? Cor, cortes e laudo definem o preço
Segundo O Antagonista, cor, transparência, peso e trabalho do lapidário separam uma pedra bruta de uma gema de alto valor.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN
Uma esmeralda pode sair do garimpo valendo pouco e, depois de lapidada, alcançar cifras muito maiores. Segundo O Antagonista, uma esmeralda bruta simples de Minas Gerais custa cerca de R$ 50, enquanto a mesma gema lapidada passa de R$ 60 mil por quilate.
O texto explica que o preço de partida no garimpo depende do peso, da saturação do verde e das impurezas. O valor final, porém, é definido por outros fatores, como cor, transparência e o trabalho do lapidário, que decide como aproveitar a pedra.
A cor responde por cerca de 40% da nota final, de acordo com a publicação. Tons verde vivo e profundo são mais valorizados que os claros ou os de fundo amarelado. O verde vem do cromo e do vanádio presentes no berilo, mineral que forma a esmeralda.
A precificação clássica considera quatro critérios: cor, corte, claridade e peso em quilates. Segundo o texto, uma pedra com poucas rachaduras internas é rara. As marcas internas que os peritos chamam de jardinagem ajudam a distinguir a gema natural da sintética.
O bruto de Campos Verdes ou de Itabira perde massa na lapidação, já que as trincas são cortadas. O preço por quilate varia conforme a qualidade e o acabamento, mas o texto não cita valores para essas faixas. Comprar bruto exige olho treinado, pois há risco de trincas ocultas.
Minas Gerais é apresentada no texto como referência internacional em extração mineral, e suas gemas chegam a joalherias na Europa e nos Estados Unidos, segundo a publicação. O caminho mais seguro para o comprador, indica o texto, é a peça cortada acompanhada de laudo de laboratório de gemologia. O documento atesta a procedência e facilita a revenda.
O que muda para o investidor
A reportagem trata de gemas, e não de ativos negociados em bolsa, por isso não traz dados que permitam medir efeito sobre cotações. Ainda assim, há um paralelo útil para quem investe: o valor depende de informação verificável, e um documento de procedência reduz a distância entre o que o vendedor sabe e o que o comprador consegue checar. Esta análise não é recomendação de compra ou venda e não projeta preços.





