Senado paga cerca de R$ 3 milhões por mês em pensões a filhas solteiras de servidores
Segundo Revista Oeste, 132 mulheres recebem o benefício, e 16 delas têm renda acima do teto constitucional, com abate-teto aplicado pelo Senado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O Senado mantém um benefício que custa cerca de R$ 3 milhões por mês, de acordo com levantamento publicado pela Revista Oeste. Os pagamentos são pensões destinadas a filhas solteiras de antigos servidores da Casa.
No acumulado do ano, a conta chega a cerca de R$ 36 milhões. Segundo a mesma reportagem, 132 mulheres recebem o valor.
Em 16 desses casos, a renda bruta supera o teto constitucional de R$ 46,3 mil. Nessas situações, o Senado aplica o abate-teto, mecanismo que limita o total recebido ao valor máximo permitido por lei.
Alguns pensionistas recebem o benefício há décadas, e os acúmulos ao longo desse tempo são estimados em milhões de reais. Há pensões que chegam a R$ 46 mil.
O levantamento é de Lúcio Vaz e foi publicado pela Gazeta do Povo no domingo, 1º, o que deu ao tema nova repercussão.
O caso reacende a discussão sobre gastos com pessoal e privilégios no serviço público, assunto que o mercado acompanha principalmente pelo lado fiscal.
O que muda para o investidor
Pelos números divulgados, o benefício tem peso pequeno diante das contas públicas, e os fatos apurados não trazem nenhuma medida de corte. O efeito possível é indireto: episódios como esse alimentam o debate sobre controle de despesas, que influencia a percepção de risco fiscal, e essa percepção costuma pesar sobre juros e câmbio. Para quem acompanha a bolsa, a Nasdaq ou o dólar, o que tende a importar são decisões concretas do governo e do Congresso, e não uma reportagem isolada.





