Snap fecha acordo com 2 adolescentes em julgamento sobre redes sociais e saúde mental
A controladora do Snapchat firmou o entendimento durante o julgamento em Los Angeles, o segundo do tipo no tribunal estadual da cidade.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

A Snap, controladora do Snapchat, chegou a um acordo com dois adolescentes no meio de um julgamento em Los Angeles. Segundo o InfoMoney, com base na Reuters, o entendimento foi fechado em 2 de novembro, depois que o júri havia sido selecionado na semana anterior.
A ação foi movida pelos dois jovens, que atribuem à plataforma um desenho capaz de provocar dependência, além de depressão, ansiedade e distúrbios alimentares. A tese se apoia no produto em si. O Investing.com resume a alegação de forma parecida, ao dizer que as redes sociais teriam causado depressão e distúrbios alimentares.
O caso faz parte de uma série de processos semelhantes. Nesse tipo de ação, Snap, Meta, TikTok e YouTube, este último ligado à Alphabet, aparecem como réus. Os mesmos autores já tinham fechado acordos com Meta, TikTok e YouTube. Com a Snap, os quatro réus citados passam a ter um entendimento com esses autores.
O que está em jogo vai além de dois processos individuais. Este é o segundo julgamento desse tipo no tribunal estadual de Los Angeles, onde se discutem ações de jovens que alegam vício em redes sociais. Cada decisão tomada nesse processo tende a pesar nos casos seguintes.
Os termos do acordo não constam das informações apuradas. Um porta-voz da Snap não respondeu ao pedido de comentário enviado pela Reuters.
De uma perspectiva liberal, a discussão tem outra camada: até onde a Justiça deve responsabilizar empresas de tecnologia pelo modo como projetam seus produtos, e se esse caminho não acaba elevando custos que recaem sobre inovação e concorrência. Um acordo isolado não responde essa pergunta, mas o precedente importa.
O que muda para o investidor
No curto prazo, o acordo encerra a incerteza sobre este processo específico da Snap. O risco que permanece é o de novas ações com a mesma tese e de decisões judiciais que obriguem mudanças no design dos aplicativos. Isso poderia afetar tempo de uso, receita publicitária e custos jurídicos das empresas listadas, como Snap, Meta e Alphabet. Como os valores do acordo não foram divulgados, não há base para estimar um impacto financeiro. Quem acompanha essas ações tende a observar os próximos julgamentos e os balanços trimestrais, que mostram se os litígios já aparecem nas contas.




