Unilever aposta R$ 145 milhões em logística no Brasil e quer levar o modelo à América Latina
Hub automatizado em Itupeva (SP) abastece os oito centros de distribuição do grupo no país, e a empresa estuda replicar o modelo na Argentina e no México.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG LÍNEA · 2 MIN

A Unilever investiu R$ 145 milhões em logística no Brasil ao longo de 18 meses, segundo a Bloomberg Línea. O pacote reúne um hub logístico automatizado, um novo centro de distribuição (CD) e melhorias nos demais centros do grupo. A companhia não trata a obra como um ajuste pontual: pretende usar a experiência brasileira como referência para outros países da região.
O hub fica em Itupeva, no interior de São Paulo, a cerca de 70 km da capital. De acordo com a mesma reportagem, ele concentra produtos acabados e abastece exclusivamente os oito CDs que o grupo mantém no país. Na prática, a estrutura centraliza parte da saída de mercadorias em um ponto só, o que organiza o fluxo entre a produção e os centros regionais.
Alexandre Camiloti, vice-presidente de operações da Unilever Brasil, avaliou o resultado. "Ganhamos em produtividade, serviço e disponibilidade", disse ele à Bloomberg Línea. A declaração resume a tese do projeto, mas o público ainda não teve acesso a números que comprovem cada um desses ganhos.
Para quem defende responsabilidade fiscal e livre iniciativa, o caso mostra como a eficiência costuma nascer de investimento privado em infraestrutura e processos. Os dados divulgados até aqui, porém, não trazem custos detalhados, prazo de retorno nem comparação com a operação anterior. Sem esses dados, fica difícil medir o tamanho real do ganho.
A empresa já estuda replicar o modelo na Argentina e no México. Até o momento, não há cronograma nem valores informados para esses mercados. A decisão de exportar a estrutura dependerá, portanto, dos resultados que o hub brasileiro apresentar nos próximos ciclos.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha a companhia, o anúncio indica uma prioridade clara: transformar a logística em vantagem operacional. Investimentos desse porte costumam pressionar o caixa no curto prazo e podem melhorar margens ao longo do tempo, mas esse efeito depende da execução e de números que ainda não foram publicados. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços. Vale observar os próximos balanços para ver se a produtividade citada pela executiva aparece nos indicadores da operação.






