Taxas dos DIs voltam a subir na manhã de sexta, ainda sob efeito da reeleição de Lula
Contratos com vencimento em 2028 e 2035 sobem 7 pontos-base, enquanto os Treasuries cedem no exterior
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

As taxas dos contratos de DI voltaram a subir na manhã desta sexta-feira, 30 de outubro. Segundo o InfoMoney, com informações da Reuters de São Paulo, o movimento ocorre ainda sob o impacto da reeleição de Lula. Para quem acompanha renda fixa, bolsa ou dólar, a curva de juros futuros é um dos indicadores mais observados do mercado brasileiro.
Às 10h45, o DI com vencimento em janeiro de 2028 marcava 14,435%, alta de 7 pontos-base frente ao ajuste anterior de 14,366%. O DI de janeiro de 2035 estava em 15,3%, também com avanço de 7 pontos-base, ante o ajuste anterior de 15,234%. Os dois vencimentos se moveram na mesma magnitude, o que sugere um movimento amplo na curva e não um ajuste isolado em um único prazo.
No exterior, o cenário foi outro. Os rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, cediam naquela manhã, segundo o InfoMoney. Enquanto a taxa americana recuava, a brasileira subia, o que indica que o movimento doméstico seguiu dinâmica própria e não apenas o que acontecia lá fora.
A agenda do dia também trouxe um dado do mercado de trabalho: a taxa de desemprego recuou no terceiro trimestre deste ano, conforme o InfoMoney. A informação, sozinha, não explica a alta dos juros, mas entra no conjunto de dados que os investidores avaliam ao precificar a trajetória da economia.
A reportagem cita a reeleição de Lula como contexto da alta. Na visão deste jornal, é justamente nesse ponto que a discussão deve se concentrar: os juros longos costumam reagir à percepção sobre a responsabilidade fiscal, e qualquer sinal de expansão de gastos tende a aparecer nas taxas de prazo mais longo. Os dados apurados para esta matéria, porém, não trazem declarações ou medidas do governo que confirmem a causa exata do movimento.
O que muda para o investidor
Quem investe em juros, bolsa, Nasdaq ou dólar deve olhar para a curva longa como termômetro da confiança fiscal, e não apenas para a taxa de curto prazo. Uma alta de 7 pontos-base em um único dia não define uma tendência, mas a persistência de altas assim nos vencimentos longos pode encarecer o crédito e pesar sobre ativos de maior risco. Esta matéria não recomenda compra ou venda de nenhum título ou ativo e não projeta preços; o que se pode afirmar é que a direção dos juros longos e a leitura sobre a política fiscal merecem acompanhamento nos próximos pregões.







