Trump afasta encontro com Flávio Bolsonaro e diz que ele pode permanecer nos EUA
Trump falou em Mar-a-Lago, na festa de Halloween, e criticou a eleição vencida por Lula. Rubio afirma que a entrada de Flávio foi decisão de Trump.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE EXAME · 2 MIN

Durante a festa de Halloween em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que não tem planos de se encontrar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a Exame, o mesmo Trump disse que o senador pode ficar nos Estados Unidos "quanto tempo quiser". Flávio deixou o Brasil depois de perder a eleição presidencial, e o contraste entre a recusa ao encontro e a permissão para permanecer no país chamou a atenção.
De acordo com o InfoMoney, Trump disse que Flávio foi tratado de forma "mesquinha" e classificou a eleição brasileira, na opinião dele, como uma "desgraça". O Times Brasil lembra que a disputa foi vencida por Lula (PT) no segundo turno e que Trump criticou o resultado.
Rubio, secretário de Estado dos EUA, rejeitou a ideia de que o governo americano tenha facilitado a saída de Flávio do Brasil. Segundo o InfoMoney, ele afirmou que o senador já tinha visto garantido e que a decisão de deixá-lo entrar foi de Trump. O ponto separa a atuação do Departamento de Estado da decisão pessoal do próprio Trump.
No campo jurídico, o Money Times informa que Flávio viajou aos EUA depois de recusar uma ordem do STF para entregar os passaportes. Uma análise publicada pelo mesmo veículo sustenta que as acusações de Lula de interferência americana em favor da família Bolsonaro ganham credibilidade com o episódio.
Analistas e autoridades brasileiras ouvidos pelo Money Times avaliam que a viagem enfraquece a oposição conservadora no Congresso e pode beneficiar Lula. O alcance do caso, portanto, vai além da relação entre Trump e Flávio e toca no equilíbrio de forças em Brasília.
Este jornal acompanha com atenção qualquer episódio que possa desviar o debate do que mais importa ao país: contas públicas, carga tributária e ambiente para investimento.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa, dólar e juros, o ponto central não é a viagem em si, mas o que ela sinaliza sobre a força da oposição no Congresso. Se o campo conservador sair mais fraco, a agenda de responsabilidade fiscal e de redução de impostos pode enfrentar mais dificuldade para avançar, e esse tipo de incerteza costuma aparecer em ativos sensíveis à política fiscal, como o dólar e a curva de juros. Até aqui, não há dados que permitam medir esse efeito, e o cenário depende de como o caso se desdobra no STF e no Congresso. Vale acompanhar as próximas declarações e a reação do mercado, sem decidir com base apenas em manchete.






