Braskem: vendas crescem no 3º trimestre, mas queda dos spreads preocupa
Segundo o InfoMoney, o JP Morgan vê volumes positivos da petroquímica no terceiro trimestre, enquanto a queda dos spreads e a reestruturação financeira ganham peso.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

As vendas da Braskem (BRKM5) avançaram no terceiro trimestre de 2026, mas a queda dos spreads, indicador que pesa na margem da petroquímica, colocou a rentabilidade no centro da discussão. Os dados operacionais foram divulgados nesta quinta-feira (29), e a leitura do JP Morgan, citada pelo InfoMoney, aponta o mesmo contraste entre volume e margem.
Segundo o InfoMoney, os volumes do período foram positivos e os spreads caíram frente ao trimestre anterior. No Brasil, a produção e as vendas ficaram acima das estimativas do banco, e a utilização das centrais de matérias-primas se manteve estável. A empresa teve melhora sequencial no Brasil e no México, enquanto a Europa ficou praticamente estável. Bahia e São Paulo produziram menos, compensado pela normalização no Rio Grande do Sul.
O quadro regional é desigual. Nos Estados Unidos e na Europa, os volumes recuaram 2% em relação ao segundo trimestre. Na Europa, a disponibilidade de produto foi menor, enquanto os clientes americanos haviam feito compras antecipadas no trimestre anterior. No México, a utilização chegou a 62%, o maior patamar desde a parada de manutenção do primeiro semestre de 2026, mas a Idesa enfrenta problemas de liquidez.
É na margem que a história fica mais difícil. Segundo o levantamento, o spread de polipropileno caiu 7% nos Estados Unidos e 88% na Europa. Entre os principais produtos, as quedas foram de 52% no polietileno e de 34% no PVC. Os volumes de resinas, por outro lado, subiram 16% frente ao segundo trimestre, e as vendas totais dos principais químicos recuaram 3%, em linha com a projeção do JP Morgan. A reportagem também cita queda geral de 13% nos principais químicos, sem detalhar a métrica usada.
Para o JP Morgan, os resultados operacionais ficam em segundo plano. O foco dos investidores está na reestruturação financeira da companhia, que ainda não tem data de divulgação. Assim, o trimestre tende a ser lido menos pelo que a empresa vendeu e mais pelo que ainda precisa ser resolvido no balanço.
O que muda para o investidor
A combinação de volumes em alta com spreads em queda deixa a margem como variável a acompanhar nos próximos relatórios. Pelo que o JP Morgan sinaliza, a reestruturação financeira deve pesar mais na avaliação dos investidores do que os números operacionais, e seu calendário ainda é incerto. Os dados mostram como a operação se comportou, mas não indicam para onde os preços da ação devem ir.






