Economia americana cresce 3,4% no terceiro trimestre e inflação perde força
Crescimento é o mais forte em um ano, investimento das empresas avança e índice que o Fed acompanha cai para 2,1% anualizado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

A economia dos Estados Unidos acelerou no terceiro trimestre e registrou o ritmo mais forte em um ano, enquanto a inflação medida pelo índice que o Federal Reserve acompanha perdeu força de forma marcante. Segundo o Times Brasil, o Produto Interno Bruto cresceu 3,4% em termos anualizados no período, ante 2,2% no segundo trimestre.
Os números foram divulgados pela Casa Branca em comunicado no domingo (1º). O crescimento veio acompanhado de sinais de força em diferentes frentes da economia, o que costuma chamar a atenção de quem acompanha juros e mercado de capitais.
O destaque, de acordo com o Times Brasil, foi o investimento das empresas, que subiu cerca de 13% no trimestre, no ritmo mais forte em aproximadamente 15 anos. Os gastos dos consumidores também avançaram, com alta de 3,8% no período, o que indica um consumo que seguiu aquecido.
No campo dos preços, o índice PCE, acompanhado pelo Fed, subiu 2,1% em termos anualizados no terceiro trimestre. Nos três meses anteriores, o mesmo indicador estava em 5%.
O conjunto dos dados tem peso para a política de juros. Uma economia aquecida tende a manter o debate sobre o custo do dinheiro, enquanto a inflação em desaceleração alimenta a discussão sobre um eventual alívio nas taxas.
Vale lembrar que se trata de um único trimestre e que números desse tipo costumam ser revisados nas divulgações seguintes. A leitura, portanto, é de tendência e não de definição, e o mercado deve acompanhar os próximos dados antes de tirar conclusões sobre o caminho dos juros.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, a combinação de crescimento forte com inflação em queda costuma ser lida de duas formas. Atividade aquecida favorece o resultado das empresas, o que pesa a favor de ações. Já uma inflação mais baixa abre espaço para juros menores à frente, fator que costuma aliviar ativos sensíveis às taxas, como empresas de tecnologia listadas na Nasdaq, e pode influenciar o dólar. O efeito final depende de como o Fed reagir e dos dados que vierem nos próximos meses, e este texto não indica compra ou venda de nenhum ativo.







