Inflação preferida do Fed acelera em setembro e reforça cautela sobre juros
O índice que o Fed mais observa subiu 0,5% em setembro, o núcleo acumula alta de 3,1% em 12 meses e PIB e inflação saíram juntos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A inflação preferida pelo Federal Reserve voltou a acelerar. Segundo o Money Times, o índice PCE subiu 0,5% em setembro e acumula alta de 3,6% no ano, distante da meta de 2% do Fed. O dado foi divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) numa quinta-feira (29) e chega em um momento em que a autoridade monetária americana precisa calibrar sua estratégia de juros.
A leitura mais refinada, que exclui alimentos e energia, também subiu. De acordo com o mesmo veículo, o núcleo do PCE avançou 0,3% no mês e chegou a 3,1% em 12 meses, um patamar que segue acima da meta.
O quadro é de pausa, não de alívio. Conforme o MarketWatch, o Fed interrompeu os aumentos de juros, mas os preços continuam pressionados. Também há uma divergência de rótulo entre as fontes: o mesmo índice de 3,6% aparece no MarketWatch como taxa anual de inflação dos EUA, enquanto o Money Times o descreve como acumulado no ano. A distinção importa, porque o acumulado em nove meses e a taxa de doze meses não são medidas equivalentes.
Os dados de PIB e inflação foram publicados juntos, às 8h30 no horário do leste americano, o que obriga o mercado a lê-los em conjunto. Segundo o MarketWatch, a projeção é que um PIB forte somado a preços pressionados reforce a defesa de uma alta de juros em dezembro.
No mercado, o ouro recuou depois que o Fed manteve os juros, segundo o Investing.com Brasil, que também destaca o foco dos investidores nos dados de inflação PCE.
O que muda para o investidor
Uma inflação que não cede tende a manter os juros elevados por mais tempo. Esse cenário pesa sobre ativos cujo valor depende de lucros distantes, como as ações de tecnologia negociadas na Nasdaq, e também influencia o dólar e a renda fixa, que reagem ao diferencial de juros entre os países. O dado isolado não define a direção do mercado, e vale acompanhar o relatório de PIB, as falas do Fed e a próxima leitura de inflação antes de tirar conclusões.


