Dólar sobe com política no Brasil e PIB e inflação nos EUA no radar dos investidores
Segundo a Revista Oeste, a moeda americana subiu na quinta, 29, enquanto investidores acompanham a política brasileira e os dados de juros e inflação dos EUA.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O dólar subiu na manhã de quinta-feira, 29, em um dia em que o investidor brasileiro teve duas frentes para acompanhar: a política nacional e a agenda econômica dos Estados Unidos. Segundo a Revista Oeste, a moeda americana operou em alta e a bolsa oscilou, sem que a publicação informe o valor da cotação.
No cenário político, a mesma publicação registra a reeleição de Lula (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Flávio, segundo a Revista Oeste, viajou para os Estados Unidos depois que Alexandre de Moraes (STF) determinou a apreensão de seu passaporte.
Do outro lado, o Departamento de Comércio informou que o PIB americano cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima do esperado, de acordo com o Times Brasil. O dado saiu na quinta-feira junto com os números de inflação, divulgados às 8h30 pelo horário do leste dos EUA, segundo a MarketWatch.
O índice PCE de setembro subiu 0,5% no mês, com ajuste sazonal, e 3,6% em doze meses, conforme o Times Brasil. A alta mensal ficou em linha com o consenso da Dow Jones, e a taxa anual veio 0,1 ponto percentual abaixo do esperado. Mesmo assim, a inflação americana acelerou em setembro e ficou acima da meta do Fed. A CNBC lembra que o consenso era de 0,5% no mês e 3,7% no ano.
É esse conjunto de dados que pesa sobre o Federal Reserve. A CNBC descreve o banco central como cauteloso com os juros, e a MarketWatch recorda que o Fed adiou uma alta. Segundo a mesma MarketWatch, os números divulgados podem reforçar o argumento de uma alta de juros em dezembro.
O que muda para o investidor
Juros americanos mais altos tendem a encarecer o crédito e a reduzir o apetite por ativos de risco, o que costuma pesar sobre a Nasdaq e sobre as bolsas de países emergentes, além de sustentar o dólar frente às moedas emergentes. No Brasil, esse efeito se soma ao ruído político. Na leitura de quem defende responsabilidade fiscal, a confiança nas contas públicas é o ponto que mais pesa nesse cenário, porque qualquer dúvida sobre o rumo das finanças do país tende a ser cobrada em juros e em câmbio.

