Presidente do TCE-MT fez 150 saques em espécie que somam R$ 15,6 milhões, aponta PF
Segundo Times Brasil, relatório da Polícia Federal descreve saques feitos entre janeiro e outubro de 2025 pelo conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

Um relatório da Polícia Federal descreve um padrão de saques em dinheiro vivo que chama atenção no Tribunal de Contas de Mato Grosso. Segundo Times Brasil, o conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, que preside o TCE-MT, fez 150 saques em espécie entre 1º de janeiro e 22 de outubro de 2025, período de dez meses, que somam R$ 15,6 milhões.
De acordo com a mesma reportagem, 64 dessas operações foram feitas no guichê bancário e totalizaram R$ 15,47 milhões. As outras 86 foram realizadas em terminais de autoatendimento. Os números constam do relatório da PF, que embasa a Operação Tomada de Conta.
Os dados tratam de suspeitas da polícia, e não de condenações. Segundo a apuração citada, a PF suspeita que o conselheiro lidere operadores financeiros que convertem em dinheiro vivo valores retirados dos cofres do TCE-MT. Até aqui, a investigação descreve hipóteses e movimentações, não conclusões definitivas.
Tribunais de contas existem para fiscalizar o uso do dinheiro público, e a confiança do mercado em um país depende, em boa parte, de órgãos de controle que funcionem sem ambiguidades. Um caso em que valores supostamente retirados do próprio órgão fiscalizador acabam convertidos em dinheiro vivo levanta perguntas sobre os controles internos e sobre a forma como as movimentações são acompanhadas.
Para quem investe, o episódio é sobretudo institucional. Os fatos divulgados não citam empresas listadas na bolsa, nem envolvem diretamente ativos negociados na B3 ou na Nasdaq.
O que muda para o investidor
O possível efeito é indireto e aparece na leitura de risco institucional. Investidores que avaliam o Brasil costumam observar a qualidade da governança pública, a transparência no uso de recursos e a previsibilidade fiscal. Casos desse tipo pesam mais no debate sobre controle de gastos e fiscalização de estados do que nas cotações de ativos específicos. Esta matéria não traz previsão de preços nem recomendação de compra ou venda. Quem acompanha o tema deve observar os desdobramentos da investigação e as medidas que o próprio tribunal venha a adotar.







