Previdência infantil ganha espaço nos planos e avós entram no planejamento
Brasilprev, ligada ao Banco do Brasil, aponta que crianças até 10 anos saltaram de 26% para 40% dos beneficiários entre 2021 e 2026.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Crianças de até 10 anos passaram a ocupar uma fatia cada vez maior dos planos de previdência privada voltados ao público infantil e jovem. Segundo InfoMoney, a participação desse grupo entre os beneficiários subiu de 26% para 40% entre 2021 e 2026, com dados da Brasilprev, empresa ligada ao Banco do Brasil.
Os números são inéditos na reportagem, já que foram compartilhados em primeira mão com o InfoMoney. O movimento sugere que a previdência deixa de ser pensada só para a aposentadoria e passa a integrar o planejamento de famílias com filhos pequenos.
A tendência de crescimento dos aportes também aparece na reportagem, embora o trecho apurado não traga valores. Sem essas cifras, não é possível dizer quanto as famílias estão investindo nem em que ritmo esse montante cresce.
Outro ponto destacado é o papel dos avós, que aparecem envolvidos no planejamento financeiro dos netos. O texto não informa percentuais para esse grupo, o que deixa a participação deles, por enquanto, como um dado qualitativo.
Pelo relato do InfoMoney, a lógica é começar cedo. A reserva é iniciada nos primeiros anos de vida e, com aportes ampliados ao longo do tempo, passa a financiar faculdade, intercâmbio e o início da vida profissional. O prazo longo é justamente o que torna o produto atraente para quem pensa em décadas, e também o que exige constância nos aportes.
Do ponto de vista da responsabilidade financeira das famílias, a poupança de longo prazo para os filhos é um sinal de planejamento. Ainda assim, a decisão de contratar um plano depende do perfil de cada família e das condições de cada produto.
O que muda para o investidor
Para o mercado, a expansão desse público indica um fluxo de recursos de longo prazo ligado a famílias, e não a movimentos de curto prazo. Como esses planos são geridos por instituições que alocam em diferentes classes de ativos, o crescimento dos aportes pode, com o tempo, aumentar a demanda por renda fixa e por fundos de ações. O efeito, porém, depende de volumes que a reportagem ainda não divulga, por isso o movimento deve ser acompanhado com cautela e sem previsões sobre preços.


