Flávio Bolsonaro chega a Miami com a família em meio a questionamentos judiciais e aliados saem em defesa
Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem postam fotos com Flávio, que, segundo o Money Times, descumpriu ordem judicial ao deixar o país.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Flávio Bolsonaro chegou a Miami com a família na manhã de 28 de outubro, três dias depois de ser derrotado por Lula no segundo turno. Na noite da quarta-feira, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos ex-deputados federais do PL, publicaram fotos ao lado dele nas redes sociais, segundo o Money Times.
Segundo a mesma publicação, a viagem ocorre em meio a uma ordem judicial que exigia a entrega dos passaportes e a permanência no país, determinação que, de acordo com o Money Times, foi descumprida. Flávio também responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um investiga lavagem de dinheiro, com suposta ligação com o advogado Willer Tomaz. O outro trata de um pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O InfoMoney informa que a entrada nos Estados Unidos foi registrada por razões humanitárias, na classe de admissão 'DT', sem visto prévio. A informação se baseia em dado do registro consultado pelo GLOBO. O documento foi emitido em 28 de outubro de 2026 e autoriza permanência de um ano, até 27 de outubro de 2027.
Há divergência sobre a situação dos vistos. O Departamento de Estado americano havia afirmado que emitiria vistos a Flávio e à família, mas o dado de entrada, segundo o InfoMoney, indica que isso ainda não aconteceu. A Exame, por outro lado, relata que os vistos já foram concedidos a ele, à esposa e às filhas pelo governo Trump.
No Congresso, os líderes do PL, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho, assinaram nota de apoio a Flávio e aos familiares. O texto afirma que as bancadas da Câmara e do Senado 'permanecem unidas', conforme o InfoMoney.
O caso também chega à mesa de negociação comercial. Segundo a Exame, a equipe do MDIC que negocia com o USTR avalia que a saída de Flávio do país e os vistos concedidos a ele não devem necessariamente atrapalhar o acordo comercial.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o episódio aparece, por ora, como um ruído político com efeito econômico indireto. A avaliação de que o acordo comercial não deve ser afetado é o ponto que mais interessa ao mercado nesse momento. O risco está na percepção de instabilidade institucional, já que processos no STF e possível descumprimento de ordem judicial tendem a pesar no humor de quem precifica o ambiente político brasileiro. Vale acompanhar a confirmação oficial dos vistos, o andamento dos dois inquéritos e a reação do Congresso, que vão indicar se o tema permanece restrito à política ou passa a influenciar a agenda econômica.


