99 diz que a maioria do delivery com mais de um ano de operação dá lucro
Diretor-geral da 99 no Brasil afirma que operações lançadas há mais de um ano são rentáveis, mas o negócio como um todo ainda exige investimentos altos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

A 99 afirma que a maioria das operações de delivery lançadas há mais de um ano já é rentável. Segundo o Estadão, a declaração foi feita por Simeng Wang, diretor-geral da empresa no Brasil, que não arriscou prever quando o serviço como um todo vai dar lucro.
A plataforma voltou a atuar com delivery de comida em abril de 2025. Desde então, o grupo chinês Didi, que controla a 99, anunciou R$ 3 bilhões em investimentos no segmento. Hoje a 99Food está presente em cerca de 150 cidades.
O próprio executivo reconhece que o agregado nacional ainda passa por uma fase de investimentos elevados, em grande parte por causa da expansão para novas localidades. Ou seja, a rentabilidade aparece primeiro nas operações mais antigas, enquanto o conjunto segue em formação.
Na entrevista à Broadcast, Wang disse que o investimento alto deve continuar até que a operação cubra o Brasil inteiro e cada cidade atinja maturidade. Por ora, nenhum prazo foi dado para que o delivery como um todo se torne rentável.
O caso ilustra a lógica de disputa por escala: a empresa aceita um período de gasto elevado para ocupar cidades antes de consolidar margens. A pergunta que fica é quando essa conta vai fechar, já que, até lá, o crescimento depende dos aportes do controlador.
O que muda para o investidor
Os dados divulgados vêm de uma declaração da própria companhia, sem números detalhados sobre a rentabilidade das operações. Não há, nas informações apuradas, referência a ativos negociados em bolsa ligados à operação, o que limita a leitura para quem investe. Para o setor, o sinal é de que o delivery segue como uma disputa de capital e de escala, com investimentos altos e sem prazo definido para o lucro do conjunto. Esse ritmo pode pressionar concorrentes com menos caixa, mas o efeito concreto sobre o mercado depende de novos anúncios de cidades e de investimentos, que ainda não têm desdobramentos definidos.







