Ibovespa cai 0,75% e dólar fecha a R$ 5,44; Nasdaq futuro recua 3,50% e ouro perde os US$ 4 mil
Índice termina outubro com queda de 9,88%, a maior mensal desde 2022. Moeda tem a maior alta semanal desde 2008, e os futuros americanos fecham no vermelho.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · 3 MIN

O pregão desta sexta-feira (30) fechou em aversão a risco. O Ibovespa recuou 0,75%, a 167.921,80 pontos, e o dólar subiu 1,00%, a R$ 5,44. Lá fora, os futuros do Nasdaq caíram 3,50%, o S&P 500 cedeu 1,82% e o VIX avançou 12,91%, a 19,42 pontos.
Brasil: bolsa no pior mês desde 2022 e dólar em disparada
Com a queda de hoje, o Ibovespa encerrou outubro com perda de 9,88%, a maior mensal desde 2022. O índice havia renovado máximas históricas e passado dos 209 mil pontos, mas acumulou perdas na semana, com temor fiscal e externo, segundo o InfoMoney.
O dólar subiu pela terceira sessão seguida e fechou a R$ 5,44. A moeda acumula alta de 9,04% na semana pós-eleições, a maior alta semanal desde outubro de 2008, e de 5,20% em outubro, de acordo com o Money Times.
Nos juros, o Treasury de 10 anos marcou 4,93, com variação de 1,20% negativa no dia. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes, ficou em 101,94 (−0,10%).
Exterior: tecnologia lidera as perdas e ouro perde os US$ 4 mil
Nos Estados Unidos, o Nasdaq futuro fechou em 28.527,25 pontos (−3,50%), e o Micro Nasdaq futuro seguiu o mesmo movimento, a 28.526,50. O S&P 500 futuro terminou em 7.613,25 (−1,82%) e o Dow futuro, em 51.925,00 (−1,12%).
O ouro caiu 3,63%, a US$ 3.885,10, abaixo de US$ 4 mil e no menor nível desde setembro de 2025. A prata recuou e perdeu 13,51% em outubro. Segundo as matérias da redação, pesaram a venda de ações de tecnologia, a preocupação com gastos em inteligência artificial e a inflação no radar. O petróleo WTI subiu 0,91%, a US$ 102,93, e o bitcoin cedeu 1,43%, a US$ 76.675,87.
Empresas e outros assuntos do dia
A CSN fechou acordo de exclusividade de 10 dias com a chinesa Huaxin para vender sua divisão de cimentos por R$ 12,7 bilhões. Analistas veem alívio na alavancagem, mas cobram novos desinvestimentos. A Petrobras fechou outubro com as refinarias a 98% de utilização e mira menos importações, segundo o Money Times.
A Binance afirmou que os fundos de clientes brasileiros estão protegidos após um ataque e que mantém reserva de US$ 6,34 bilhões. Os saques de ativos virtuais seguem suspensos, sem data para retomada. A Meta fechou acordo em caso de vício em redes sociais e evitou julgamento nos EUA. YouTube e TikTok também chegaram a acordo, e só a Snap segue para julgamento neste caso.
O que acompanhar
No radar estão o temor fiscal e externo que pesou sobre o Ibovespa na semana e o comportamento do dólar após a maior alta semanal desde 2008. Nos metais, o foco segue na venda de tecnologia e nos gastos com IA, citados como pressão sobre o ouro e a prata.
O acordo de exclusividade entre CSN e Huaxin tem prazo de 10 dias para abrir caminho aos contratos definitivos. Sobre a Binance, resta saber quando os saques serão retomados. Hoje também vence o prazo para empresas do Simples Nacional regularizarem pendências e definirem como pagar IBS e CBS.
Na política externa, Lula pode reencontrar Trump em cúpula ainda em 2026, com Asean e G20 como opções em novembro ou dezembro. Tarifa de 25% e terras raras estão na pauta, segundo a Gazeta do Povo.







