Santander Brasil vê lucro cair 28% e promete recuperar rentabilidade
Segundo a Revista Oeste, o banco reconheceu resultado do 3º trimestre abaixo da meta e aposta em uma carteira de clientes de melhor qualidade.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O Santander Brasil passa a enfrentar o desafio de recuperar rentabilidade depois de uma queda de 28% no lucro. Segundo a Revista Oeste, o resultado do 3º trimestre ficou abaixo da meta, e a instituição precisa reverter esse quadro.
O assunto veio à tona na quarta-feira, dia 28, quando Gilson Finkelsztain, presidente-executivo do Santander Brasil, falou sobre os números. De acordo com a reportagem, ele afirmou que o banco vai trabalhar para recuperar a rentabilidade e apontou os juros altos como o principal desafio do cenário macroeconômico.
Em videoconferência com analistas, Finkelsztain disse que a instituição já migrou para uma carteira de clientes de melhor qualidade. Segundo ele, a meta é buscar uma relação mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital, e a mudança de carteira segue como parte central da estratégia.
Em termos gerais, quando os juros estão altos, o crédito fica mais caro para quem toma empréstimo e o risco de inadimplência pesa mais sobre o resultado dos bancos. Isso ajuda a entender por que o executivo dá tanta ênfase à qualidade da carteira, em vez de apenas ao crescimento do volume.
As informações apuradas não detalham o tamanho da mudança de carteira nem os prazos para a recuperação da rentabilidade. Esses pontos ficam em aberto e devem ser observados nos próximos resultados.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha o setor, o ponto central é a capacidade do banco de transformar a seletividade em lucro sem perder espaço no mercado. Se a estratégia avançar, a rentabilidade tende a depender menos do volume de operações e mais da qualidade do crédito concedido, um aspecto que costuma ser acompanhado de perto em cenários de juros elevados. Por enquanto, o que está em jogo é a confirmação desses números nos próximos resultados, e não uma previsão para o preço das ações.

