Trump não pretende apoiar Flávio como 'líder do Brasil', segundo a Reuters
Segundo a Reuters, a Casa Branca quer evitar nova crise diplomática, enquanto 25 deputados democratas questionam o papel de agências dos EUA na saída de Flávio do país.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

A Casa Branca não pretende, por ora, apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como 'líder do Brasil'. A informação é da Reuters, citada pela Revista Oeste, que ouviu uma autoridade americana e outra pessoa próxima ao tema, ambas sob anonimato. Segundo a agência, não há planos atuais de respaldar o político, mas a posição pode mudar.
O movimento ocorre depois da eleição presidencial brasileira. Lula (PT) foi reeleito no domingo (25), e Trump, de acordo com o relato, disse manter boa relação com o petista. O presidente americano afirmou que a eleição brasileira pareceu 'manipulada' e que não apoiou nenhum candidato.
A mesma apuração da Reuters indica que Trump está relutante em provocar uma nova crise com o Brasil, e que a Casa Branca quer evitar um novo desgaste diplomático com o país. Esse cálculo pesa sobre a forma como Washington lida com o tema, mesmo com a disputa interna americana em torno do episódio.
Na quinta-feira (29), 25 deputados democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, segundo o Times Brasil. O documento pergunta se o Departamento de Estado, a Casa Branca ou outras agências ajudaram Flávio a deixar o Brasil e entrar nos EUA. Pelo relato, ele saiu do país apesar de decisão do STF que restringia viagens e determinava a entrega de passaportes.
O Times Brasil também relata que a imprensa americana levantou a suspeita de que autoridades dos EUA ajudaram Flávio e familiares a chegar à Flórida, e que Trump teria ajudado o político a deixar o país após a derrota nas eleições. Essa versão é atribuída à imprensa e à matéria, e não está comprovada nos dados disponíveis.
Um artigo de opinião citado na mesma cobertura compara Flávio Bolsonaro e María Corina Machado, dois políticos que apostaram na amizade com uma superpotência. O paralelo lembra que essa aposta tem limites, sobretudo quando depende da vontade de um único governo.
O que muda para o investidor
A incerteza sobre o papel de Washington no cenário político brasileiro adiciona um fator de risco ao prêmio que o mercado cobra por ativos locais. Para quem opera bolsa, juros e dólar, o ponto central é se a relação entre os dois governos segue estável. Se a Casa Branca mantiver distância do tema, o risco de ruído diplomático tende a ficar contido. Se a disputa no Congresso americano ganhar força, a percepção de risco pode subir e pressionar ativos brasileiros e o câmbio. Por enquanto, o caminho mais provável é acompanhar a resposta oficial do governo americano e os desdobramentos da carta a Marco Rubio. Esta análise não é recomendação de compra ou venda.







