Gasolina cara e inflação pressionam vendas de doces nos EUA, aponta Hershey
Maior fabricante de chocolates dos EUA diz que consumidores estão deixando de ir às compras, e não apenas de comprar fantasias de Halloween.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Se o consumidor americano está apertando o cinto, a prateleira de doces pode ser uma das primeiras a sentir. Segundo InfoMoney, a Hershey, maior fabricante de chocolates dos Estados Unidos, aponta combustíveis caros e inflação persistente como fatores que pressionam o orçamento das famílias.
A empresa divulgou os resultados do terceiro trimestre em teleconferência, na quinta-feira. Ao comentar o período, a companhia trouxou um dado do canal de lojas de conveniência: as vendas de doces na categoria inteira recuaram 5% em setembro. De acordo com o mesmo relato, a fraqueza continuou em outubro.
O ponto mais revelador está na leitura que a Hershey faz do comportamento do consumidor. Para a empresa, a maior preocupação não está nas fantasias e decorações de Halloween, e sim no fato de clientes deixarem de ir às compras. Ou seja, o problema seria de frequência de visitas ao varejo, e não de uma data específica do calendário.
O caso ilustra um mecanismo conhecido de quem acompanha a Bolsa. Quando combustível e inflação corroem a renda disponível, compras de impulso e itens de consumo discricionário costumam sair da lista antes dos produtos essenciais. Em um cenário de inflação persistente, a discussão sobre juros e disciplina fiscal tende a ganhar peso no debate econômico.
O que muda para o investidor
Para quem investe em empresas de alimentos e bebidas, o recado é de atenção ao volume vendido, e não apenas ao preço. Se a queda de frequência nas lojas se confirmar em outros balanços, a leitura de consumo enfraquecido pode aparecer nos resultados trimestrais do setor antes de aparecer nos indicadores gerais. Vale acompanhar como as companhias descrevem a demanda nas próximas teleconferências.







