Midterms americanas entram na conta do governo Lula sobre a relação com Washington
Planalto aguarda a votação de terça-feira (3) para calibrar a relação com Washington após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Enquanto observa a eleição legislativa americana, o governo Lula adotou cautela diante de um episódio que mexe com a diplomacia entre Brasília e Washington. Segundo InfoMoney, a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos não provocou reação oficial do Executivo, que preferiu esperar o resultado das midterms, previsto para terça-feira (3), antes de calibrar sua relação com o governo americano.
A leitura no Planalto, de acordo com a mesma reportagem, é que a votação pode alterar o equilíbrio de forças dentro dos Estados Unidos e, por consequência, influenciar as relações bilaterais. Ou seja, o governo trata o pleito americano como um fator capaz de redesenhar o cenário com o qual Brasília terá de lidar.
Segundo InfoMoney, Lula quer deixar as questões que envolvem Flávio Bolsonaro sob responsabilidade da Justiça brasileira, retirando o tema da agenda diplomática. O movimento busca separar um assunto de natureza interna da condução das relações com outros países.
O objetivo central, de acordo com a reportagem, é evitar uma escalada de tensões com Donald Trump, presidente dos EUA, e com Javier Milei, presidente da Argentina. O que está em jogo é a capacidade de Brasília manter canais abertos com esses governos sem entrar em confronto aberto, justamente num momento em que o resultado eleitoral americano ainda é desconhecido.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, Nasdaq, juros e câmbio, o ponto central é o grau de previsibilidade. Uma mudança de tom na relação com os Estados Unidos após as midterms pode alterar a percepção de risco sobre a economia brasileira, e esse ruído político pode aparecer em ativos sensíveis ao cenário externo. A reportagem não traz dados de mercado sobre o tema, por isso o efeito deve ser tratado como possibilidade a ser monitorada, e não como previsão. Vale acompanhar o resultado da votação americana e a postura do governo nas semanas seguintes, sem tirar conclusões antecipadas.







