Trump não pretende apoiar alegação de Flávio Bolsonaro de ser líder do Brasil, dizem fontes
Segundo o Money Times, o governo Trump não pretende respaldar a tese de Flávio após a derrota para Lula, apesar de anos de apoio à família.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

O governo de Donald Trump não pretende apoiar a alegação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que seria o líder legítimo do Brasil, segundo fontes ouvidas pelo Money Times, entre elas uma autoridade americana. A posição afasta Washington de uma tese que o próprio Flávio passou a defender depois da derrota eleitoral.
A distância chama atenção porque contrasta com o histórico recente. Ainda segundo as fontes, Trump ajudou Flávio a chegar aos Estados Unidos, depois de anos de apoio ao político e ao pai dele.
Ao comentar a eleição, Trump disse que a votação brasileira pareceu “manipulada”, mas afirmou não ter oferecido apoio na disputa. Na mesma entrevista, declarou que se dá bem com Lula.
Lula foi reeleito no segundo turno com cerca de 3,5 pontos percentuais de vantagem, resultado que contrariou as pesquisas de intenção de voto, segundo o Money Times. A diferença foi de mais de 4 milhões de votos, e Flávio deixou o Brasil em seguida, no domingo (25). Depois da derrota, ele se autoproclamou “verdadeiro presidente eleito” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Na carta divulgada na noite do dia 29 nas redes sociais, após chegar aos EUA na quarta-feira, Flávio alegou ser vítima de golpe eleitoral, mas não apresentou provas de fraude. De acordo com o Money Times, o texto não recebeu apoio de aliados-chave e acabou por isolá-lo ainda mais.
Na leitura desta reportagem, o episódio sugere que Washington prefere manter canais com o resultado já consolidado a se associar a uma contestação sem provas.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa, dólar e juros, o efeito imediato é de menor ruído diplomático, já que uma eventual aproximação com Washington deixa de depender de uma disputa que o próprio governo americano não endossa. Ainda assim, a precificação de ativos brasileiros costuma olhar sobretudo para a condução fiscal, o compromisso com as contas públicas e a previsibilidade das regras, e isso não se resolve com declarações. Este texto não traz previsão de preços; o que vale acompanhar são os sinais concretos de política econômica nos próximos meses.





