Garman, da Eurasia, prevê lua de mel curta para Lula e dificuldade de governabilidade em 2027
Para o diretor da Eurasia Group, desaceleração, insatisfação do eleitorado e Congresso mais conservador devem encurtar o início do mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE EXAME · 2 MIN

O diretor da Eurasia Group, Christopher Garman, avalia que o novo mandato de Lula (PT) deve começar com um período inicial curto, a chamada lua de mel. Em entrevista à Exame, ele prevê uma fase breve de boa vontade política para o governo.
Segundo Garman, três fatores pesam contra um começo tranquilo: a desaceleração da economia, a insatisfação do eleitorado e um Congresso com composição mais conservadora. Juntos, esses elementos tendem a reduzir o espaço para o Planalto avançar sem atritos nos primeiros meses.
O risco não se esgota no início do mandato. De acordo com a entrevista, Garman prevê possível dificuldade de governabilidade em 2027.
A conversa também passou pela vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Garman analisou o resultado da disputa, e essa leitura serve de base para entender o cenário político que o governo encontra a partir de agora.
Ao tratar do bolsonarismo, o analista também comentou o futuro do movimento. O trecho publicado pela Exame não traz detalhes sobre essa avaliação, o que limita a leitura sobre o papel da oposição nos próximos anos.
Para a linha editorial do The X-Trader News, que defende responsabilidade fiscal e menos impostos, o ponto central é saber se um Congresso mais conservador vai servir de contrapeso à expansão de gastos ou se a fragilidade política empurrará o governo para novas concessões. A resposta ainda está em aberto e depende, em boa parte, de como a economia reagir nos próximos meses.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera bolsa, juros e dólar, o recado é que a agenda do governo pode enfrentar mais resistência no Congresso já no início do mandato. Nesse tipo de ambiente, as expectativas sobre contas públicas costumam ganhar peso nos preços dos ativos, e cada sinal sobre ajuste fiscal ou votações passa a ser acompanhado de perto. A análise de Garman não traz projeções de cotações nem indica direção para os mercados, mas aponta a governabilidade e o cenário fiscal como as variáveis a observar nos próximos meses.





