Aliados de Lula pressionam por juros menores antes do Copom e mercado reavalia corte
Com a Selic em 13,75% ao ano, parlamentares governistas ampliam críticas ao mercado financeiro e aos juros altos às vésperas da reunião do Copom.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

A semana começa com o Copom no centro das atenções. Segundo o Estadão, a reunião do comitê ocorre nesta semana, em um momento em que a taxa básica de juros está em 13,75% ao ano. Parlamentares da base governista intensificaram as críticas ao mercado financeiro e ao patamar dos juros, num movimento que coloca a pressão por um corte dentro da própria coalizão do governo Lula (PT).
Aliados do governo pressionam tanto o mercado quanto o Banco Central por uma redução da taxa, de acordo com o jornal. O tom das falas amplia o desconforto entre investidores, que observam o embate político em paralelo à discussão técnica sobre a política monetária.
Antes da eleição presidencial, a aposta do mercado era de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Essa expectativa mudou depois da vitória de Lula, segundo o Estadão, porque parte dos agentes passou a rever a chance de redução por causa da incerteza fiscal no novo mandato.
O ponto central do debate, na avaliação desta redação, é a credibilidade das contas públicas. Juros menores exigem confiança de que o gasto do governo não pressionará a economia no futuro. Quando essa confiança diminui, o mercado tende a cobrar mais cautela, e a discussão sobre a Selic deixa de ser apenas sobre o momento atual.
A reunião desta semana será observada menos pelo tamanho de eventual ajuste e mais pela sinalização que o Copom deixar para os próximos encontros. Cada declaração de autoridades e de integrantes da base governista entra no cálculo de quem precifica os juros.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o principal ponto de atenção é a sinalização que sair da reunião e dos discursos que a seguem. Se a incerteza fiscal continuar no radar, a chance de corte que existia antes da eleição pode seguir reduzida, o que mantém a curva de juros sensível a cada declaração. Juros em patamar elevado tendem a pesar mais sobre ações de crescimento, como as listadas na Nasdaq, enquanto o câmbio costuma reagir à percepção de risco fiscal. Este texto não prevê preços: o efeito dependerá da decisão do Copom e do que vier depois, e cabe a cada investidor avaliar o próprio risco.





