Após roubo de cerca de US$ 6,3 bi, clientes da Binance sacam US$ 4,7 bi
Exchange liberou saques após cerca de 48 horas congelada e prometeu reembolso integral, enquanto o Mercado Bitcoin também sofreu incidente de segurança.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Os clientes da Binance retiraram US$ 4,72 bilhões desde a reabertura da plataforma, segundo o Money Times. O movimento acontece depois de um ataque cibernético que, de acordo com a mesma publicação, levou hackers a roubar cerca de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. O Times Brasil, citando o DefiLlama, aponta retiradas acumuladas de US$ 5,165 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28 bilhões.
Os saques ficaram congelados por cerca de 48 horas após o ataque e só foram liberados no domingo, conforme o Money Times. Depois disso, a exchange passou a permitir retiradas também em outras cinco moedas: dólar, dirham dos Emirados Árabes Unidos, dong vietnamita, peso filipino e rúpia indonésia, segundo o Times Brasil.
Segundo o Money Times, a Binance se comprometeu a reembolsar integralmente os clientes. A mesma publicação relata que o FBI atribui o ataque à Coreia do Norte, avaliação que analistas consultados concordam.
O problema não ficou restrito à Binance. Na madrugada de segunda-feira (2/11), o Mercado Bitcoin registrou um incidente de segurança em um de seus sistemas. Em comunicado publicado no X, a empresa afirma que não há prejuízo a clientes nem vazamento de dados, segundo o InfoMoney. Ainda assim, saques e depósitos foram suspensos temporariamente como medida preventiva, de acordo com o Money Times, que informa que o montante não foi divulgado oficialmente. Trackers não oficiais apontam cerca de US$ 40 milhões movimentados. O ataque ao Mercado Bitcoin ocorreu cerca de três dias depois do que atingiu a Binance, ou seja, menos de uma semana depois.
O que está em jogo vai além das duas empresas. Em menos de uma semana, duas plataformas de cripto foram expostas a incidentes de segurança, e a sequência recoloca no centro do debate a custódia de ativos digitais, isto é, quem guarda o dinheiro do cliente e com que garantias. Num ambiente de livre mercado, a credibilidade de uma corretora passa pela capacidade de cumprir o que promete.
O que muda para o investidor
Para o investidor, o episódio lembra que risco de custódia e risco de mercado são coisas diferentes. Quem mantém criptoativos em uma corretora depende da segurança e das regras de saque dela, e a suspensão temporária de operações, como a do Mercado Bitcoin, mostra que o acesso ao próprio dinheiro pode ser interrompido mesmo quando a empresa afirma não haver prejuízo aos clientes. Vale acompanhar os comunicados oficiais, a forma como os reembolsos serão feitos e a evolução dos números de saques divulgados por fontes independentes. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não projeta preços.






