Binance diz ter recuperado 95% dos ativos atingidos por ataque hacker e segue recompondo o restante
A corretora afirma ter restabelecido a cobertura de dez criptomoedas com recursos próprios, enquanto os saques voltam por etapas após o roubo de US$ 6,3 bi.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

A Binance afirma ter recuperado 95% do valor dos ativos afetados por um ataque hacker, segundo informou o Times Brasil. Os 5% restantes, de acordo com a corretora, são criptoativos de baixa liquidez, cuja compra em grande volume leva mais tempo. O anúncio veio depois do roubo de US$ 6,3 bi (~R$ 34,1 bi) em ataque registrado na quinta-feira, dia 29, conforme a Revista Oeste.
Segundo o Times Brasil, a cobertura de BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC foi restabelecida integralmente com recursos próprios, e a corretora diz que esses ativos estão 100% lastreados. A Binance também atualizou sua Prova de Reservas (PoR), instrumento que permite aos clientes consultar os ativos mantidos e os saldos individuais dos tokens atingidos.
No front dos saques, a Revista Oeste informou que as retiradas foram retomadas parcialmente no domingo, dia 1°. Às 9h30 daquele dia, saíram US$ 4,6 bi e entraram US$ 1 bi em depósitos, o que resulta em saldo líquido de saída de cerca de US$ 3,6 bi (~R$ 19,5 bi). Também foram liberados saques para mais cinco moedas, segundo o Times Brasil: USD, AED, VND, PHP e IDR.
Segundo o DefiLlama, citado pelo Times Brasil, as retiradas acumuladas somam US$ 5,165 bi, o equivalente a cerca de R$ 28 bi. O número ajuda a dimensionar a pressão sobre a liquidez da plataforma, mas os dados não permitem concluir, por si só, quão rápida será a recomposição.
O que está em jogo é a confiança na custódia centralizada. Em uma corretora que guarda recursos de milhões de clientes, a recomposição com capital próprio depende da capacidade de liquidar posições menos líquidas, e o prazo informado para esses 5% sugere que a normalização não será imediata. Para uma linha editorial que defende responsabilidade e transparência, o ponto central é que a credibilidade de uma corretora se mede pela prova verificável, não pela promessa.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o episódio mostra que a segurança da custódia pesa tanto quanto o ativo em si. A Prova de Reservas e a divulgação de saldos por token são os dados que permitem acompanhar a recomposição, enquanto a saída líquida registrada na retomada dos saques indica que parte dos usuários preferiu retirar recursos. O efeito sobre o mercado dependerá do tempo necessário para recompor os 5% restantes e da forma como a corretora responder às próximas verificações. Este texto não é recomendação de compra ou venda e não projeta preços.






