Contagem preliminar nos EUA favorece democratas e Selic entra em pauta hoje
Segundo o Money Times, 16 de 21 instituições projetam manutenção da Selic em 13,75%, e cinco apostam em corte de 0,25 ponto percentual.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Dois eventos prendem a atenção de quem investe em juros, dólar e bolsa nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos, a apuração preliminar das eleições legislativas de meio de mandato (midterms), com dados de 4 de novembro, aponta vitória do Partido Democrata na Câmara e no Senado, segundo o Money Times. No Brasil, a taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, tem o destino decidido hoje pelo Copom, órgão do BC responsável pela política de juros.
O consenso do mercado favorece a pausa. Segundo o Money Times, 21 casas foram ouvidas: 16 apostam que a taxa fica em 13,75%, enquanto cinco preveem um corte de 0,25 p.p., que levaria a Selic a 13,50%. Entre os que esperam a queda estão a ASA, o Inter, o Bradesco, a XP e o BB Investimentos. A leitura do InfoMoney é de que o mercado quase não tem dúvida de que a autoridade monetária deixará a taxa inalterada.
A maioria dos consultados espera a Selic em 13,75% até o fim de 2026. As projeções para dezembro, porém, divergem até entre quem prevê pausa, informa o Money Times. Para os investidores consultados pelo InfoMoney, o que mais deve mexer com os ativos nacionais é a forma como o BC redigir o comunicado.
Nos EUA, o Seu Dinheiro lembra o termo 'pato manco' (lame duck), usado para políticos em fim de mandato. A expressão surgiu na Inglaterra do século 18 para designar investidores falidos. O mesmo veículo resume a agenda do dia com eleições americanas, Copom e balanço do Itaú.
A agenda econômica inclui ainda o relatório ADP de empregos, divulgado hoje, e o payroll americano, marcado para sexta-feira (6), segundo o Money Times. No mercado de ações, os investidores seguem atentos à temporada de balanços.
O pano de fundo doméstico combina incertezas fiscais e inflação acima da meta, de acordo com o InfoMoney. Nesse cenário, entram em debate as ideias de André Lara Resende para aliviar o encargo permanente da dívida pública, que seguem em discussão, segundo a mesma publicação. Para quem defende responsabilidade fiscal, o peso da dívida é o ponto central dessa conversa.
Impacto prático para quem aplica
Para quem opera juros e dólar, a leitura imediata é que a decisão do Copom já está, em grande parte, precificada como manutenção. Nesse cenário, a maior sensibilidade do mercado para os ativos brasileiros deve ficar com o que sair do documento do Banco Central, segundo os próprios investidores ouvidos pelo InfoMoney. Do lado americano, o resultado das midterms ainda é preliminar, o que mantém em aberto a composição final do Congresso e deixa espaço para revisões nas próximas horas. Esta matéria não é recomendação de compra ou venda de ativos nem prevê movimentos de preços.


