Binance reabre saques três dias após invasão e diz ter recursos para 95% dos ativos furtados
Exchange liberou retiradas no domingo, segundo Revista Oeste, enquanto o FBI atribui o ataque a grupo ligado à Coreia do Norte.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

A Binance voltou a liberar saques no domingo, dia 1º, cerca de três dias depois de uma invasão que, segundo Revista Oeste, levou à suspensão das retiradas na quinta-feira, dia 29, data em que o ataque foi identificado. O caso envolve um roubo de proporções bilionárias em criptomoedas, avaliado por Revista Oeste em US$ 6,3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões.
Os números variam conforme a fonte. A InfoMoney informa que os hackers tentaram retirar mais de US$ 6 bilhões, enquanto Times Brasil e Investing.com falam em algo entre US$ 6 bilhões e US$ 6,3 bilhões. Segundo Times Brasil, os ativos foram retirados de carteiras online da própria exchange.
A retomada começou de forma gradual. De acordo com a InfoMoney, os saques de Bitcoin foram reabertos depois das 14h, horário de Cingapura, mais de dois dias após a suspensão. A primeira fase abrange 15 tokens, entre eles Ether, USDT (Tether) e USDC (Circle Internet Group). Times Brasil informa que a ordem das redes começa pelo Bitcoin, seguido por Ethereum e BNB Smart Chain.
No campo do ressarcimento, Revista Oeste afirma que a Binance reuniu recursos para cobrir 95% dos ativos furtados, com origem em receitas próprias e reservas de emergência, e promete devolver os valores aos clientes. Times Brasil relatou que, no sábado, a empresa falava em recuperação de até 90%. Os 5% restantes dependem da compra de criptomoedas menos negociadas, mais difíceis de adquirir em volume. Segundo Times Brasil, a exchange seguirá comprando os tokens restantes no mercado e no balcão até cobrir 100% de todos os tokens.
O FBI atribui o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, em comunicado divulgado no sábado à noite, conforme Revista Oeste e Times Brasil. A agência alerta que criminosos podem ocultar a origem dos recursos com transferências sucessivas, prática que tende a complicar o rastreamento do dinheiro.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o episódio reforça o risco de custódia em plataformas centralizadas, em que o cliente depende da segurança da empresa para manter seus ativos. A reabertura gradual reduz a pressão imediata sobre a liquidez, mas a fase de compras de tokens menos negociados pode, em tese, concentrar demanda em poucos papéis e aumentar a volatilidade desses ativos. Esta reportagem não recomenda compra ou venda de nenhuma criptomoeda e não projeta preços; o que se pode dizer é que a recuperação completa dependerá da execução do plano anunciado pela exchange.







