Binance reabre saques com 90% dos ativos recompostos, mas dúvidas sobre o maior roubo cripto persistem
Corretora libera saques de Bitcoin, Ether e USDT após invasão de US$ 6,3 bi atribuída pelo FBI à Coreia do Norte. Binance diz que arcará com o prejuízo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A Binance começou a devolver aos clientes a possibilidade de sacar seus ativos no domingo (1º), mais de dois dias depois de suspender os saques. Segundo InfoMoney, os saques de Bitcoin voltaram a funcionar após as 14h, no horário de Singapura, em uma retomada que chega em meio ao maior roubo de criptomoedas já registrado.
O ataque, anunciado na quinta-feira, levou cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos de carteiras online, conforme o Times Brasil. InfoMoney informa que os hackers tentaram retirar mais de US$ 6 bilhões e que a invasão foi atribuída à Coreia do Norte. No fim da noite de sábado, o FBI afirmou em comunicado que o país foi responsável pelo roubo.
No sábado (31), a própria corretora informou ter recomposto cerca de 90% dos valores subtraídos, ante aproximadamente 80% antes. Parte dos recursos também foi congelada rapidamente por empresas do setor, segundo InfoMoney.
A reabertura acontece em fases. De acordo com o Times Brasil, a primeira começou pelo Bitcoin, com saques em lote, seguido de Ethereum e BNB Smart Chain. InfoMoney cita 15 tokens nessa etapa inicial, entre eles Ether, USDT (Tether) e USDC (Circle Internet Group).
Sobre quem arca com a perda, a Binance afirma que absorverá o impacto financeiro dos fundos roubados, e não os usuários. Ainda segundo o Times Brasil, a empresa seguirá comprando no mercado e no balcão os tokens restantes até cobrir 100% do valor para todos os tokens.
Persistem dúvidas, como o próprio título de InfoMoney sugere, sobre a dimensão final do prejuízo e sobre o ritmo da reposição integral. O episódio recoloca em debate o risco de custódia que corretoras assumem quando guardam os ativos de seus clientes, um problema que vai além de quem negocia cripto.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o caso separa dois riscos que costumam caminhar juntos: o do preço do ativo e o da custódia na plataforma onde ele está guardado. A reabertura gradual e a recomposição de 90% dos valores sinalizam que a corretora tenta estancar o efeito, mas a escala do roubo e a origem atribuída pelo FBI acrescentam uma variável que não aparece em gráficos de preço. Esta matéria não traz orientação de compra ou venda. Cabe ao investidor avaliar onde custodia seus recursos e quanto risco está disposto a carregar.







