Desemprego recua para 5,2% e atinge o menor nível da série iniciada em 2012
Pnad Contínua mostra 5,6 milhões de desocupados no trimestre de julho a setembro, em linha com as projeções de mercado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O número de brasileiros sem emprego caiu para 5,6 milhões no trimestre encerrado em setembro, e a taxa de desocupação ficou em 5,2%, a menor da série iniciada em 2012, segundo o Money Times. Os dados da Pnad Contínua foram divulgados pelo IBGE na sexta-feira, 30.
O levantamento é trimestral e cobre o período de julho a setembro, e não o mês isolado. Em relação ao trimestre até junho, a taxa recuou 0,2 ponto percentual, de 5,4% para 5,2%, de acordo com o Estadão. Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando a desocupação era de 5,6%, o recuo foi de 0,4 ponto. A Revista Oeste cita 5,3% para o trimestre anterior, valor que diverge dos 5,4% informados pelo Estadão e pelo InfoMoney.
Em números absolutos, o contingente de desocupados somou 5,6 milhões. Frente ao trimestre de abril a junho, quando eram 5,9 milhões, a queda foi de 4,0%, ou 234 mil pessoas, segundo Estadão e InfoMoney. Na comparação anual, com 6,0 milhões no mesmo trimestre de 2025, o recuo chegou a 6,9%, ou 417 mil pessoas.
O resultado ficou em linha com o que se esperava. A mediana das projeções da Broadcast era de 5,2%, segundo o Money Times, e a mediana da Reuters também apontava 5,2%, conforme o InfoMoney. O dado, portanto, não trouxe surpresa relevante para os analistas.
Para quem acompanha juros, dólar e bolsa, o indicador funciona como termômetro da atividade, mas um único trimestre não define tendência. A leitura dos próximos levantamentos será decisiva para saber se a melhora se sustenta.
O que muda para o investidor
Um mercado de trabalho com menos desocupados tende a sustentar a renda e o consumo, o que costuma interessar a setores ligados ao varejo e ao crédito. Como o dado veio em linha com as projeções, a reação imediata tende a ser de continuidade, e não de choque. Ainda assim, emprego firme pode manter a inflação sob observação do Banco Central, fator que influencia juros e câmbio e, por consequência, o apetite por ativos de risco na bolsa e na Nasdaq. O investidor faz bem em acompanhar os próximos indicadores antes de tirar conclusões, sem tomar essa leitura isolada como base para decisões de compra ou venda.







