Bancos sobem juros do financiamento e quem comprou na planta sente mais a alta
Segundo o Exame, quem recebe as chaves nos próximos meses é o mais afetado, e a taxa que vale é a da assinatura do financiamento.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE EXAME · 2 MIN

A reeleição de Lula provocou alta dos juros futuros, segundo a Revista Oeste, e o movimento começou na segunda-feira, 26, primeiro pregão após o segundo turno. Na sequência, Bradesco, Itaú e Santander reajustaram os juros do financiamento imobiliário na última semana de outubro, de acordo com a mesma publicação.
Segundo o Exame, a alta foi anunciada por grandes bancos ao longo da última semana e atinge o crédito para a casa própria. Em paralelo, a Revista Oeste relata que o mercado financeiro duvida do controle dos gastos públicos, e que investidores temem o crescimento das despesas sem medidas para estabilizar a dívida pública.
O efeito mais sensível, segundo o Exame, recai sobre quem comprou imóvel na planta. Quem recebe as chaves nos próximos meses sente a alta com mais força, e na maioria desses casos o financiamento ainda não foi contratado.
A regra que pesa no bolso é a da data da assinatura. Conforme o Exame, a taxa que vale é a do dia em que o financiamento é assinado, e não a do dia da compra do imóvel. Ou seja, quem fechou o negócio antes da alta pode, ainda assim, contratar com juros mais altos.
O caso expõe um descompasso entre o momento da compra e o da contratação, e é esse intervalo que o Exame destaca como ponto central. Para quem planeja a entrega das chaves nos próximos meses, a conta precisa levar em conta essa diferença.
O que muda para o investidor
Para o investidor, o movimento vai além do crédito imobiliário. Se os juros futuros seguirem em alta, a pressão pode atingir empresas mais expostas ao financiamento de imóveis, como construtoras e incorporadoras, e manter a atenção sobre bancos com forte presença nesse segmento. O quadro fiscal também entra na conta: sem medidas de estabilização da dívida, o mercado pode continuar exigindo prêmio de risco nas taxas. Vale acompanhar o comportamento dos juros longos nos próximos pregões e se as despesas públicas ganham medidas de controle.





