Copom decide a Selic na quarta e relatório de emprego dos EUA entra no radar da semana
Com a Selic em 13,75% ao ano, a projeção aponta mais um corte de 0,25 ponto percentual, enquanto o payroll americano chega na sexta.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

O mercado brasileiro abre a semana sem pregão, já que segunda-feira, 2 de novembro, é feriado de Finados e não há negociação. O foco se concentra na quarta-feira, 4 de novembro, quando o Copom anuncia a decisão sobre a Selic. Segundo Seu Dinheiro e Money Times, o anúncio está marcado para as 18h30.
A taxa básica está em 13,75% ao ano, após o último corte, feito na reunião de setembro, de acordo com Times Brasil. A Análise Econômica do mesmo veículo projeta mais um ajuste de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,50% ao ano. O argumento é a desaceleração da atividade, que sustentaria a continuidade do ciclo.
A análise, porém, faz uma ressalva: as pressões inflacionárias sobem no horizonte. É nesse equilíbrio entre atividade mais fraca e inflação mais alta que o comunicado ganha peso. Seu Dinheiro informa que o texto deve trazer a avaliação do Copom sobre inflação, atividade e expectativas.
Para Times Brasil, o comunicado será lido sobretudo em busca de sinais sobre a continuidade do ciclo de cortes. Em outras palavras, o investidor deve observar menos o número isolado e mais o que a autoridade sinaliza para as próximas reuniões.
No cenário externo, a semana tem outro teste na sexta-feira, 6 de novembro, com a divulgação do payroll dos EUA, o relatório de emprego, segundo Money Times. A manchete de Times Brasil resume o momento como um teste às apostas sobre o Fed. Assim, a semana fica sob dois focos: a decisão local na quarta e o dado de emprego americano na sexta.
O que muda para o investidor
Com a decisão concentrada na quarta-feira, a leitura do comunicado tende a ser a principal variável para quem acompanha juros, dólar e bolsa. Um corte alinhado à projeção reforça a percepção de que o ciclo segue, mas um texto que destaque a alta das pressões inflacionárias pode mudar essa leitura. O relatório de emprego dos EUA, na sexta, acrescenta uma segunda fonte de incerteza, porque pode alterar as apostas sobre a política americana. A agenda funciona, portanto, como um mapa de riscos, e vale acompanhar os dois eventos antes de tirar qualquer conclusão.




