Ibovespa tem maior queda semanal desde 2020 após eleição de Lula e dólar acumula alta de 9%
Índice perde 18,12% na semana, B3 registra perdas que se aproximam de R$ 1 trilhão e dólar avança com juros e fiscal no radar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 30 de outubro, aos 167.921,80 pontos, após uma semana de queda de 18,12%. Segundo a InfoMoney, foi a maior baixa semanal desde março de 2020, quando o índice recuou 18,88%. O tombo veio logo depois da reeleição de Lula, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo anterior.
No primeiro pregão após a votação, o índice chegou a cair até 17% e fechou em queda de 13,88%, de acordo com o Seu Dinheiro. A perda foi tão intensa que acionou o circuit breaker, mecanismo de proteção que entra em ação quando a queda supera 10%.
Em valor de mercado, a Revista Oeste calcula que a B3 perdeu quase R$ 1 trilhão em cinco pregões. Já a InfoMoney, com dados da Elos Ayta, fala em R$ 963 bilhões de perda para as empresas listadas na semana, a quinta maior queda semanal desde o Plano Real.
O câmbio acompanhou o movimento. Segundo a Gazeta, o dólar acumulou alta de 9% e chegou à maior cotação de 2026, enquanto a Revista Oeste registra alta superior a 9%. Os juros futuros também subiram forte, na mesma direção do câmbio.
Para a Revista Oeste, a causa principal é a desconfiança com a política econômica do próximo mandato de Lula. A InfoMoney lista motivos complementares: piora nas expectativas para juros e para as contas públicas, somada à aversão a risco no exterior. No mês, o Ibovespa acumula queda de 9,88%, segundo a mesma publicação.
Para quem defende responsabilidade fiscal e menos interferência do Estado na economia, o recado do pregão é direto: a credibilidade das contas públicas passou a pesar mais nos preços dos ativos. O debate sobre a trajetória da dívida e o rumo dos juros ganha, portanto, peso direto na cotação das empresas.
O que muda para o investidor
Na prática, o cenário exige atenção redobrada à agenda fiscal e à trajetória dos juros, que são os fatores apontados pelas fontes para o movimento recente. Empresas da B3 mais expostas ao câmbio e ao custo do crédito podem reagir com mais intensidade a esses sinais, e a volatilidade tende a seguir elevada enquanto as dúvidas persistirem. Este texto não recomenda compra ou venda de nenhum ativo e não projeta preços; cabe a cada investidor avaliar seu perfil e seus riscos.






