THE X-TRADER NEWS
TV CONHEÇA A X-TRADER ↗
ATRASADO
00:06 ET
EDIÇÃO Nº 004 · BRASILSÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026 · 01:08
← VOLTAR
GOVERNO & CONTAS PÚBLICAS30 OUT 2026 · 23:25

Ibovespa tem maior queda semanal desde 2020 após eleição de Lula e dólar acumula alta de 9%

Índice perde 18,12% na semana, B3 registra perdas que se aproximam de R$ 1 trilhão e dólar avança com juros e fiscal no radar.

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

COMPARTILHE WhatsApp X Telegram

O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 30 de outubro, aos 167.921,80 pontos, após uma semana de queda de 18,12%. Segundo a InfoMoney, foi a maior baixa semanal desde março de 2020, quando o índice recuou 18,88%. O tombo veio logo depois da reeleição de Lula, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo anterior.

No primeiro pregão após a votação, o índice chegou a cair até 17% e fechou em queda de 13,88%, de acordo com o Seu Dinheiro. A perda foi tão intensa que acionou o circuit breaker, mecanismo de proteção que entra em ação quando a queda supera 10%.

Em valor de mercado, a Revista Oeste calcula que a B3 perdeu quase R$ 1 trilhão em cinco pregões. Já a InfoMoney, com dados da Elos Ayta, fala em R$ 963 bilhões de perda para as empresas listadas na semana, a quinta maior queda semanal desde o Plano Real.

O câmbio acompanhou o movimento. Segundo a Gazeta, o dólar acumulou alta de 9% e chegou à maior cotação de 2026, enquanto a Revista Oeste registra alta superior a 9%. Os juros futuros também subiram forte, na mesma direção do câmbio.

Para a Revista Oeste, a causa principal é a desconfiança com a política econômica do próximo mandato de Lula. A InfoMoney lista motivos complementares: piora nas expectativas para juros e para as contas públicas, somada à aversão a risco no exterior. No mês, o Ibovespa acumula queda de 9,88%, segundo a mesma publicação.

Para quem defende responsabilidade fiscal e menos interferência do Estado na economia, o recado do pregão é direto: a credibilidade das contas públicas passou a pesar mais nos preços dos ativos. O debate sobre a trajetória da dívida e o rumo dos juros ganha, portanto, peso direto na cotação das empresas.

O que muda para o investidor

Na prática, o cenário exige atenção redobrada à agenda fiscal e à trajetória dos juros, que são os fatores apontados pelas fontes para o movimento recente. Empresas da B3 mais expostas ao câmbio e ao custo do crédito podem reagir com mais intensidade a esses sinais, e a volatilidade tende a seguir elevada enquanto as dúvidas persistirem. Este texto não recomenda compra ou venda de nenhum ativo e não projeta preços; cabe a cada investidor avaliar seu perfil e seus riscos.

COMPARTILHE WhatsApp X Telegram
PUBLICIDADE X-TRADER X-ACCESS · BLACK FRIDAY A BLACK QUE NÃO MENTE. Sem 80% off maquiado: o X-ACCESS do Estéfano Santos segue a R$ 997 com tudo dentro. E 2 bônus somem em 30/11. VER A BLACK →20 A 30/11 Operar no mercado envolve risco.
COMENTÁRIOS
    MAIS LIDASÚLTIMAS 48 HORAS
    1. 1
      GOVERNO & CONTAS PÚBLICASReeleito para o 4º mandato, Lula planeja retomar viagens e tem os EUA entre os primeiros destinos
    2. 2
      OPINIÃOLula: “Desviar dois ou três milhões de votos neste país é mais fácil que tirar pirulito de criança”
    3. 3
      OPINIÃOBinance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões em 20 minutos: o que o maior roubo da história das criptomoedas revela sobre o mercado financeiro
    4. 4
      OPINIÃOFlávio conseguiu escapar rapidamente da perseguição
    5. 5
      OPINIÃOO pior crime é aquele que opera através das regras do jogo: corrupção não é mera falha na fiscalização
    MAIS EM GOVERNO & CONTAS PÚBLICASCONTINUE LENDO