Dos EUA, Flávio Bolsonaro prevê crise econômica no governo Lula e fala em eleição antes de 2030
Senador do PL diz que a economia será o principal desgaste do governo e compara o cenário ao de Dilma em 2014 e 2015.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 2 MIN

Segundo a Gazeta do Povo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, em transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos na sexta-feira (30), que a economia será o principal fator de desgaste do governo Lula. Na avaliação dele, o cenário econômico atual é pior do que o vivido por Dilma em 2014 e 2015.
Flávio afirmou que Lula não conseguirá conciliar as promessas feitas com a situação das contas públicas. Ao projetar o futuro, ele citou a possibilidade de impeachment do presidente e de uma eleição presidencial antes de 2030. Também mencionou quase 60 milhões de votos recebidos no segundo turno de 2022.
O pano de fundo é um episódio judicial. Segundo a Gazeta do Povo, Flávio disse ter deixado o Brasil com a mulher, Fernanda, e as duas filhas depois de visitar o pai, Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26). Ele tinha autorização para a visita de 30 minutos, na condição de advogado. A mesma reportagem informa que a Polícia Federal lhe entregou a intimação de uma decisão de Alexandre de Moraes, do STF, que mandava entregar os passaportes e proibia a saída do país.
De acordo com o InfoMoney, Flávio desembarcou em Miami, na Flórida, na quarta-feira (28), descumprindo a ordem do STF. O Itamaraty orienta Lula a agir com pragmatismo diante do caso, em meio à suspeita de ajuda dos governos dos Estados Unidos e da Argentina na saída. A hipótese ganhou força depois de uma reportagem do The New York Times. O mesmo veículo lembra que Lula é o presidente reeleito e que Flávio foi derrotado no segundo turno.
O que está em jogo vai além da disputa eleitoral. Quando um político da oposição aponta crise fiscal e fala em impeachment, o debate passa a girar em torno da credibilidade das contas e da estabilidade institucional, dois temas que pesam sobre juros e câmbio. A tese do desgaste econômico, porém, depende de números que ainda serão divulgados ao longo do mandato.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa, juros e dólar, o ponto central é o risco fiscal. Discursos que apontam dificuldade para equilibrar as contas tendem a elevar o prêmio exigido pelo mercado, sobretudo nos juros longos e no câmbio, e o mercado costuma reagir a sinais desse tipo antes de qualquer decisão concreta. Vale acompanhar três frentes: a trajetória das contas públicas, a evolução do caso no STF e a reação do governo à repercussão internacional. Esta matéria não traz previsão de preços nem orientação de compra ou venda.






