Ibovespa soma quarta queda seguida com incerteza fiscal e dólar sobe
Índice fecha aos 169.186,42 pontos com recuo de 1,06%, enquanto investidores aguardam sinais do governo sobre a política econômica e o cenário externo piora.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

O Ibovespa fechou a quinta-feira (29) em queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e acumulou a quarta sessão seguida de perdas, segundo o Money Times. No mesmo dia, o dólar à vista subiu 0,89% e fechou a R$ 5,3878. O movimento combina dúvidas sobre o rumo das contas públicas com um humor mais pesado no exterior.
No centro das preocupações está a composição da equipe econômica. De acordo com a Rádio CBN, citada pelo Money Times, Lula deve viajar ao Piauí na próxima semana para convidar o governador Rafael Fonteles (PT), que foi reeleito, a assumir o Ministério da Fazenda. Os investidores aguardam sinais do governo sobre a política econômica. Também está no radar a possível tributação de LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas, o que mexe com aplicações de renda fixa muito usadas por quem investe.
Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 169.156 pontos e a máxima de 171.402,97 pontos. Segundo o InfoMoney, o Ibovespa havia subido 0,23% antes de inverter o sinal, com abertura em 171.006,10 pontos, e às 12h40 caía 0,95%, aos 169.360 pontos.
O cenário externo também pesou. Ainda segundo o InfoMoney, as bolsas norte-americanas caíram no dia. O X-Trader informou que o Nasdaq futuro recuava 1,70% na abertura, e destacou que o PIB dos EUA veio em 3,4%, que o PCE acelerou, que o BCE segue em pausa e que Lagarde está de saída do cargo.
No mercado de commodities, o minério de ferro subiu 2,4% em Dalian, na China, enquanto a Petrobras (PETR4) teve crescimento na produção de óleo e o petróleo recuou, segundo o InfoMoney. O X-Trader apontou que o petróleo caiu 2,44% e citou o dólar a R$ 5,36 em sua leitura do dia. A agenda doméstica ainda inclui a divulgação do IGP-M e de dados fiscais.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa e juros, o ponto central é o que o governo sinalizar nas próximas semanas. A definição sobre o comando da Fazenda e os sinais sobre as contas públicas tendem a orientar o apetite por risco, e uma eventual mudança na tributação de LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas poderia alterar a comparação entre aplicações isentas e outras opções de renda fixa. Na visão do The X-Trader News, a responsabilidade fiscal é o critério que o mercado deve cobrar de quem assume a política econômica. Enquanto essas definições não chegam, câmbio e commodities seguem sensíveis a dados dos Estados Unidos e da China, e nenhum desses fatores permite prever a direção dos preços.


