Braskem e Petrobras vão a Nova York em busca de acordo com credores
IG4 e Petrobras levam a negociação com detentores de títulos da Braskem até sexta-feira, dia 6, em meio ao prazo para o plano de recuperação extrajudicial
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 3 MIN

Segundo o Estadão, a IG4, que controla a Braskem pelo veículo Shine, e a Petrobras seguem rumo à cidade americana de Nova York, onde negociarão com os bondholders da petroquímica. Quem são os bondholders? São os credores que compraram papéis de dívida lançados fora do país. O novo prazo para as tratativas, dado pelos próprios credores, vai até sexta-feira, dia 6.
O objetivo declarado é fechar um acordo comercial e ganhar tempo para formalizar um plano de recuperação extrajudicial. Pelo que apurou o Estadão, o plano precisa dar entrada na Justiça até 23 de novembro, e para isso é necessário que 50% dos credores, mais um, estejam de acordo. Ou seja, a conta não é apenas de valor: é preciso reunir uma maioria qualificada de credores em menos de três semanas.
Sobre a mesa: quanto a Petrobras colocaria na Braskem e em quais termos esse dinheiro entraria. Segundo o Estadão, outro assunto deve entrar na pauta: um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11, apresentado por um grupo específico de bondholders.
Uma pessoa ligada aos credores disse ao Estadão que o caso do Chapter 11 compulsório tem peso menor. Na leitura dessa fonte, o embate principal não está no formato do processo, e sim nas condições do acordo que os credores aceitariam.
O que está em jogo é se a reorganização da Braskem avança por acordo extrajudicial ou se passa a depender também de uma frente aberta nos tribunais americanos. Até o fim desta semana, o mercado deve acompanhar sinais sobre o tamanho do aporte da Petrobras e sobre a disposição dos credores de aderir ao plano.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha as ações ou os títulos da companhia, o ponto central é a previsibilidade. Se houver acordo com os bondholders e o plano for protocolado no prazo, o cenário ganha mais clareza sobre a estrutura de capital. Se as conversas travarem, a discussão pode migrar para a Justiça americana, com mais incerteza sobre prazos e desfechos. Esse movimento pode influenciar a leitura do mercado sobre a companhia, mas esta matéria não indica direção de preços nem recomendação de compra ou venda.

